quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Filmes da TV Brasil de 13 a 22 de novembro de 2015

Sexta-feira, 13 de novembro

Nelson Freire
23h00, na TV Brasil

Ano: 2003. Gênero: documentário. Direção: João Moreira Salles.

Nelson Freire, pianista dos pianistas, conta com a admiração incondicional de seus pares. Grava pouco e por isso sua extraordinária arte é menos conhecida do que merece. Assim como outros grandes músicos, Nelson apostou toda sua carreira na espontaneidade de recitais e concertos.


Em tempos de exibicionismo, Nelson prefere se manter distante da curiosidade pública. Trata-se de um artista que não gosta do estrelato, e que parece ter uma inabilidade inata para a autopromoção. O filme mostra antes de tudo a relação de Nelson Freire com a música.

Como um mosaico, o documentário é feito de um conjunto de peças relativamente independentes. São 31 blocos temáticos que em princípio poderiam ser montados em qualquer ordem. Não se trata de contar uma história com começo, meio e fim. É como se o documentário nos fizesse querer ouvir mais música, e não saber “como a história continua”. É na música que está o sentido.

O filme acompanha algumas rotinas de Nelson em concertos ou recitais, desde o primeiro contato com o piano até a recepção dos admiradores no camarim. Ele é o mesmo e um só em qualquer palco. As imagens se repetem de uma sala a outra. Nelson sempre experimenta o piano com um dedilhado rapidíssimo. Enquanto espera o momento de entrar no palco, anda em silêncio de um lado para o outro, concentrado. Quando volta ao camarim depois de tocar, precisa tomar água. Terminado o concerto, cumpre o ritual dos cumprimentos.

Uma singularidade do documentário está na ausência de depoimentos sobre Nelson. O filme não buscou o testemunho de amigos ou parentes, de outros músicos, de críticos ou de simples admiradores. A única exceção é a formidável pianista argentina Martha Argerich, com quem Nelson mantém uma amizade de mais de quatro décadas. Foi por causa do amigo de adolescência que ela aprendeu a falar português.

O documentário mostra um pouco dessa longa amizade no Sul da França, onde eles se apresentaram juntos num festival de verão, tocando peças para dois pianos. Na casa de Martha em Bruxelas há um documento raro: Nelson e Martha longe dos palcos, recolhidos numa intimidade descontraída. Qualquer música que façam é extraordinariamente bela, e no entanto parece que brincam de tocar.

De certa forma, este é um longa-metragem silencioso, tal como Nelson Freire. Para mostrá-lo como personagem, é preciso rodeá-lo: mostrá-lo através das coisas que faz, das coisas de que gosta.

Um dos blocos temáticos traz um documentário dentro do documentário. No Sul da França, foi registrada a filmagem de um programa para a TV francesa em que Nelson Freire é posto na posição de ator, de alguém que precisa atender docilmente às instruções de um diretor cuja pródiga imaginação é exercida com desenvoltura.

Ali há uma teatralização que parece exatamente o oposto do que Nelson é. Ele está a serviço de uma ideia pré-concebida; é orientado a produzir efeitos preestabelecidos. A pergunta final do diretor francês ao pianista - uma pérola do determinismo geográfico - resume a cena: “O fato de você ser de um país quente muda alguma coisa na sua maneira de tocar?”.

Embora montado como um mosaico, o documentário registra fragmentos de uma história completa, indicando uma linha de continuidade entre a infância e a maturidade. Os fatos e imagens escolhidos refazem o fio histórico que transformou o menino-prodígio do interior de Minas no pianista que se tornou unanimidade internacional.

Duas cartas emocionadas - uma do pai, outra da professora Nise Obino - apreendem com naturalidade o destino do pequeno músico. Com movimentos econômicos, sem pressa, o documentário se aproxima de Nelson e encontra uma solidão, um temperamento introspectivo, uma alegria contida como os seus gestos no piano, uma serena responsabilidade com a música, uma notável capacidade de criar a beleza.

Gravado no Rio de Janeiro, São Paulo, França, Bélgica e Rússia, entre maio de 2000 e agosto de 2001, o filme “Nelson Freire” é dirigido pelo cineasta João Moreira Salles.

Reprise. 107 min.
Classificação Indicativa: Livre
Horário: 23h00



Sexta-feira, 13 de novembro (madrugada de sexta para sábado)

Marighella
00h30, na TV Brasil

Ano: 2000. Gênero: documentário. Direção: Isa Grinspum Ferraz. Narração: Lázaro Ramos.

Maior nome da militância de esquerda no Brasil dos anos 1960, Carlos Marighella atuou nos principais acontecimentos políticos do Brasil entre os anos 1930 e 1969 e foi considerado o inimigo número 1 da ditadura militar brasileira. Líder comunista, vítima de prisões e tortura, parlamentar, autor do mundialmente traduzido “Manual do Guerrilheiro Urbano”, sua vida foi um grande ato de resistência e coragem.

Dirigido por sua sobrinha Isa Grinspum Ferraz, o longa-metragem "Marighella" é uma construção histórica e afetiva desse homem que dedicou sua vida a pensar o Brasil e a transformá-lo através de sua ação.

O filme tem narração do ator Lázaro Ramos e foi premiado no Festival de Cinema de Havana (2011), Mostra Internacional do Rio de Janeiro (2011), Mostra Internacional de São Paulo (2011), 7º Mostra dos Direitos Humanos (2012) e Ventana Sur (2012).

Reprise. 100 min.
Classificação Indicativa: 16 anos
Horário: 00h30


Sábado, 14 de novembro

Circular
22h00, na TV Brasil

Ano: 2011. Gênero: drama. Direção: Adriano Esturilho, Aly Muritiba, Bruno de Oliveira, Diego Florentino e Fábio Allon, com César Troncoso, Letícia Sabatella, Marcel Szymanski, Santos Chagas.

A vida de cinco personagens se cruza em um ônibus. Este é o mote da trama dirigida por cinco jovens cineastas do Paraná. O drama conta com a atriz Letícia Sabatella que interpreta uma artista plástica.

Carlos (César Troncoso) é um uruguaio que vive no Brasil. Ele está bastante apressado, já que precisa saldar uma dívida o quanto antes para evitar uma tragédia pessoal.

Samuel (Marcel Szymanski) é evangélico e trabalha como policial, tendo que batalhar para sustentar a filha e esquecer a ex-esposa. Cristina (Letícia Sabatella) é uma artista plástica que enfrenta dificuldades para controlar o vício por remédios.

Lourival (Santos Chagas) é um cobrador de ônibus que luta boxe clandestinamente, tendo dificuldades para lidar com o filho. Os integrantes da banda de punk rock Gengivas Podres estão prestes a embarcar para a cidade de São Paulo, deixando para trás seu fundador.

Inédito. 94 min.
Classificação indicativa: 12 anos
Horário: 22h00



Sábado, 14 de novembro (madrugada de sábado para domingo)

Poesia
00h15, na TV Brasil

Título original: Shi. País de origem: Coreia do Sul. Ano: 2010. Gênero: drama. Direção: Chang Dong-lee, com Yun Jung-hee, Da-wit Lee, Hira Kim.

Mija (Yun Jeong-hie) vive com seu neto em uma cidade perto do rio Han. Inquieta e questionadora, ela adora se vestir de forma excêntrica. O novo desejo de Mija é aprender a fazer poesia, o que a leva a um curso especializado em um centro cultural perto de sua casa.

O curso a estimula a apurar sua observação do cotidiano. Dessa forma, a sexagenária consegue inspiração para seus versos. Paralelamente, ela precisa lidar com uma confusão causada por seu neto que está envolvido em um crime.

Dirigido por Chang Dong-lee, cineasta responsável pelo filme “Sol Secreto”, o sensível e elogiado drama sul-coreano “Poesia” foi reconhecido em vários festivais. O longa ganhou o prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Cannes. Também foi premiado no Festival Asia Pacific Films e no Festival de Fribourg (Suiça). A protagonista do filme é a veterana Yun Jung-hee, atriz considerada uma das grandes damas do cinema no país.

Reprise. 139 min.
Classificação indicativa: 12 anos
Horário: 00h15




Domingo, 15 de novembro

O Lamparina
16h00, na TV Brasil

Ano: 1964. Gênero: comédia. Direção: Glauco Mirko Laurelli, com Amácio Mazzaropi, Geny Prado, Manoel Vieira, Astrogildo Filho, Zilda Cardoso, Ana Maria Guimarães, Emiliano Queiroz, Carlos Garcia, Francisco de Souza, Rosemary Wong, Carla Diniz, Rafael Gallardo Tina, Agostinho Toledo, João Batista de Souza, David Cardoso, Francisco di Franco.

Em “O Lamparina”, Mazzaropi interpreta Bernardino Jabá, um pacato homem do campo que para não se defrontar com o bando de cangaceiros de Zé Candiero acaba se disfarçando e é confundido com um deles. Incrementando a farsa em que se encontrou, ele faz com que sua família inteira se passe por seu bando e todos acabam indo parar no acampamento dos verdadeiros cangaceiros onde o “destemido” Lamparina vai ter que mostrar que é um cabra valente de verdade.

Depois de passar um ano na cadeia, assusta os habitantes da cidade de Sororóca que pensavam que estava morto e que agora é uma "assombração". Com figurinos marcantes e direção de Glauco Mirko Laurelli, o longa têm no elenco, além de Mazzaropi, Geny Prado e Emiliano Queiroz.

Reprise. 91 min.
Classificação Indicativa: Livre
Horário: 16h00



Domingo, 15 de novembro (madrugada de domingo para segunda-feira)

La Llamada
00h00, na TV Brasil

Título original: La Llamada. País de origem: Equador. Ano de estreia: 2012. Gênero: drama. Direção: David Nieto, com Anahí Honeisen, Nicolás Andrade, Josie Cáceres, León Felipe Troya, Regina Ricco.

Aurora recebe o chamado do diretor da escola onde seu filho de 14 anos estuda. A instituição de ensino pretende expulsar o garoto no último dia de aula. No caminho para a escola, ela terá de cumprir as suas obrigações como publicitária, filha, irmã e mãe divorciada.

Enquanto isso, seu filho luta com os conflitos do amadurecimento. A cidade caótica e um sistema de educação obsoleto atrapalham mãe e filho em um mundo cada vez mais impessoal.

Dirigido por David Nieto, o drama equatoriano “La Llamada” ganhou o Prêmio de Melhor Filme no Festival de Oregon. No Festival de Cinema do Sul (São Paulo), o longa recebeu o Prêmio do Público.

Inédito. 76 min.
Classificação Indicativa: 18 anos
Horário: 00h00


Domingo, 15 de novembro (madrugada de domingo para segunda-feira)

Gosto de Cereja
01h15, na TV Brasil

Título original: Ta'm e guilass. País de origem: Irã. Ano: 1997. Gênero: drama. Direção: Abbas Kiarostami, com Homayoun Ershadi, Abdolrahman Bagheri, Afshin Khorshid Bakhtiari.

Sr. Badii é um homem de meia idade amargurado que deseja morrer, mas vive em uma sociedade onde o suicídio é considerado uma abominação. Ele busca conhecer alguém que possa enterrá-lo em buraco e confirmar se ele está mesmo morto.

Dirigindo pelas colinas acima de Teerã, ele conhece diversos personagens: afegãos, curdos, turcos, prisioneiros do deserto, um soldado, um estudante seminarista e o empregado de um museu.

Essas pessoas também vivem mais ou menos à margem da sociedade e recebem a proposta de Badii com reações variadas. Cada um apresenta suas razões para rejeitar a proposta de ajudá-lo nessa atitude: medo, escrúpulos religiosos e repulsa humanista por uma vida deliberadamente desperdiçada.

Vencedor da Palma de Ouro no Festival da Cannes, o drama “Gosto de Cereja” é considerado a obra prima do cineasta iraniano Abbas Kiarostami e um dos filmes mais importantes da década de 1990. A narrativa do road movie estimula a reflexão enquanto o protagonista circula pelas paisagens áridas de Teerã.

Reprise. 98 min.
Classificação Indicativa: 12 anos
Horário: 01h15



Segunda-feira, 16 de novembro (madrugada de segunda para terça-feira)

Hermano
00h30, na TV Brasil

Título original: Hermano. País de origem: Venezuela. Ano de estreia: 2010. Gênero: drama. Direção: Marcel Rasquin, com Eliú Armas, Fernando Moreno, Leany Leal, Gonzalo Cubero, Marcela Girón.

Daniel é um craque jogando futebol, enquanto Júlio é um líder nato. Eles são irmãos e jogam juntos no La Ceniza, um time da favela onde moram. Daniel sonha em se tornar um jogador de futebol profissional, enquanto que Júlio tenta resolver os problemas do dia a dia, mesmo que para isso tenha que usar dinheiro sujo.

A chance de suas vidas surge quando um olheiro lhes oferece um teste no Caracas, o principal time de futebol da cidade. Entretanto, uma tragédia coloca em xeque a possibilidade de conquistar uma vida melhor.

Dirante desta situação, os garotos enfrentam um verdadeiro dilema e devem escolher o que é mais importante: a família, a vingança ou o sonho de suas vidas.

Dirigido por Marcel Rasquin, o drama venezuelano ganhou os prêmios de melhor filme e melhor diretor no Festival de Merida, além do prêmio do público no mesmo evento. Já no Festival de Havana conquistou o prêmio do Juri. Ainda foi reconhecido como o melhor filme no Festival de Cinema Latinoamericnano de Huelva (Espanha).

Reprise. 96 min.
Classificação Indicativa: 18 anos
Horário: 00h30




Terça-feira, 17 de novembro (madrugada de terça para quarta-feira)

A Onda
00h30, na TV Brasil

Título original: Die Welle. País de origem: Alemanha. Ano: 2008. Gênero: drama. Direção: Dennis Gansel, com Frederick Lau, Max Riemelt, Jennifer Ulrich, Jürgen Vogel, Christiane Paul, Jacob Matschenz, Cristina do Rego, Elyas M'Barek.

Em uma escola da Alemanha, alunos têm de escolher entre duas disciplinas eletivas, uma sobre anarquia e a outra sobre autocracia. O professor Rainer Wenger (Jürgen Vogel) é colocado para dar aulas sobre autocracia, mesmo sendo contra sua vontade.

Após alguns minutos da primeira aula, o educador decide, para exemplificar melhor aos alunos, formar um governo fascista dentro da sala de aula. Eles dão o nome de "A Onda" ao movimento, e escolhem um uniforme e até mesmo uma saudação.

Só que o professor acaba perdendo o controle da situação, e os alunos começam a propagar "A Onda" pela cidade, tornando o projeto da escola um movimento real. Quando as coisas começam a ficar sérias e fanáticas demais, Wenger tenta acabar com "A Onda", mas aí já é muito tarde.

O drama alemão dirigido por Dennis Gansel é inspirado no romance "The Wave" de Todd Strasser, publicado sob o pseudônimo de Morton Rhue. A trama é uma história de ficção baseada em fatos reais. Em abril de 1967, em uma escola de ensino médio em Palo Alto, na Califórinia, o professor Ron Jones fez o experimento mostrado no filme com os seus alunos e o chamou de "The Third Wave" (A Terceira Onda).

Indicado ao prêmio de Melhor Drama no Festival de Sundance, o longa "A Onda" teve a premiação de Melhor Ator Coadjuvante pela atuação de Frederick Lau no German Film Awards, festival em que o produtor Christian Becker conquistou o bronze na categoria de Melhor Filme.

Reprise. 107 min.
Classificação Indicativa: 16 anos
Horário: 00h30



Quarta-feira, 18 de novembro

Disparos
22h00, na TV Brasil

Ano: 2012. Gênero: ação, policial, suspense. Direção: Juliana Reis, com GustavoMachado, Caco Ciocler, Julio Adrião, Dedina Bernardelli.

Ao sair de uma sessão de fotos para um guia gay do Rio, Henrique (Gustavo Machado) é assaltado por dois motoqueiros armados. Ele assiste, estupefato, ao atropelamento dos ladrões, por algum motorista solidário.

De alma lavada, Henrique recupera sua câmera e segue seu caminho, mas retorna buscar o cartão de memória com as fotos que fez, caído durante o incidente. Ele passa assim a acusado do crime de omissão de socorro, do qual seu agressor é a vitima.

Dali, Henrique é levado para a DP e, em seguida, para a emergência do hospital Souza Aguiar, tentando se inocentar, ainda que sentindo-se cada vez menos inocente.

Baseado em fatos reais, o longa é um thriller político e social, com uma trama de ação policial, que tematicamente, destrincha o instante na vida de um indivíduo confrontado com a violência urbana e examina o quanto dessa violência não é carregada para dentro do espaço privado das relações interpessoais.

A perplexidade é o fio condutor deste relato, a partir de uma narrativa imparcial e sem julgamento. Como sobrevivem e evoluem as relações humanas quando expostas a altos índices de violência urbana e barbárie social? Estas são as principais questões abordadas em “Disparos” que não perde o foco testemunhal e onisciente sobre a violência urbana.

A história também é sustentada pelo olhar dos personagens secundários como o do atropelador do assaltante, o motoboy cúmplice que foge mancando, a jovem turista que, em defesa do bandido moribundo, quase é linchada.

Filme de estreia como diretora da roteirista Juliana Reis, “Disparos” participou da Mostra Competitiva da Première Brasil, durante o Festival do Rio 2012, e foi premiado em três categorias: Melhor Fotografia Melhor Montagem; e Melhor Ator Coadjuvante (Caco Ciocler). Em sua trajetória internacional, o longa conquistou o prêmio de Melhor Fotografia no Festival de Los Angeles.

Inédito. 82 min.
Classificação Indicativa: 14 anos
Horário: 22h00




Quarta-feira, 18 de novembro (madrugada de quarta para quinta-feira)

Flores do Amanhã
00h00, na TV Brasil

Título original: Xiang ri Kui. País de origem: China. Ano: 2005. Gênero: drama. Direção: Yang Zhang, com Haiying Sun, Zhang Fan, Ge Gao, Wang Haidi.

A morte de Mao Tsé-Tung põe fim à tirania na China fazendo com que o pintor Gengnian (Haiying Sun) seja libertado de um campo de trabalho em 1976, ano do término da Revolução Cultural no país.

Sob tortura, Gengnian teve suas mãos deformadas e, após ser solto, retorna para sua família: a esposa Xiuqing (Joan Chen) e o filho de 9 anos, Xiangyang (Zhang Fan). O garoto, no entanto, não aceita a presença do pai e se recusa a reconhecê-lo.

Ao notar o desenvolvimento de seu talento para a pintura, herança de seu pai, Xiangyang permite que um explosivo destrua sua mão, na intenção de imitar o defeito de Gengnian e também acabar com o sonho dele de ver o filho seguindo sua carreira.

Ao discutir a difícil relação entre pai e filho, com várias passagens de tempo no decorrer da trama, o longa revela os conflitos entre a antiga e a nova China. A questão política, apesar disso, é apenas o pano de fundo para a história que se passa enquanto a sociedade chinesa passa por grandes transformações de valores.

O drama “Flores do Amanhã”, dirigido pelo cineasta chinês Yang Zhang, foi considerado o Melhor Filme no Festival de San Sebastian em 2005.

Reprise. 129 min.
Classificação Indicativa: 14 anos
Horário: 00h00



Quinta-feira, 19 de novembro (madrugada de quinta para sexta-feira)

A Maçã
00h30, na TV Brasil

Título original: Sib. País de origem: Irã. Ano: 1998. Gênero: drama. Direção: Samira Makhmalbaf, com Massoumeh Naderi, Zahra Naderi, Ghorban Ali Naderi.

No sul de Teerã, muitas famílias se reuniram para denunciar ao Serviço Social os vizinhos que não deixam suas crianças saírem de casa. Uma assistente social é escalada para as investigações e descobre que duas gêmeas de 11 anos vivem trancadas em uma residência desde que nasceram. O pai argumenta que suas filhas são como flores e que não devem ser tocadas pelo sol ou logo irão desaparecer.

O isolamento atrasou o desenvolvimento das meninas que ficaram socialmente retardadas, com a idade mental de uma criança de apenas dois anos. Através do exemplo das irmãs, o drama “A Maçã” faz uma metáfora da condição feminina no Irã.

Baseado em uma história real, o filme foi a estreia na direção da cineasta Samira Makhmalbaf, filha do aclamado iraniano Mohsen Makhmalbaf que a ajudou no roteiro. Com apenas 17 anos, Samira foi a mais jovem cineasta a concorrer no Festival de Cannes. A diretora registrou o processo de libertação e adaptação das gêmeas à vida social. Elas enfrentaram vários desafios e descobertas no seu novo mundo como andar nas ruas, ir à feira e conviver com outras crianças.

O longa foi premiado no Festival de Cinema Independente de Buenos Aires em que conquistou o Prêmio do Público e o Prêmio OCIC. Samira recebeu Menção Especial no Festival de Locarno (Suiça) e no Festival de Tessalônica (Grécia). Já no Festival de Munique (Alemanha), a diretora ganhou a Menção Honrosa “Um Prêmio do Futuro”.

Reprise. 85 min.
Classificação indicativa: 18 anos
Horário: 00h30



Sexta-feira, 20 de novembro (madrugada de sexta para sábado)

Cem anos Sem Chibata
01h30, na TV Brasil

Ano: 2010. País: Brasil. Gênero: documentário. Direção: Marcos Manhães Marins.

A Revolta da Chibata é lembrada no documentário “Cem Anos Sem Chibata”, dirigido por Marcos Manhães Marins. O filme conta com a participação de historiadores brasileiros e estrangeiros, parentes de João Cândido, líderes de movimentos sociais, marinheiros, almirantes, e do ator Antônio Pitanga.

O documentário de 52 minutos contém trechos do único registro de voz de João Cândido, "depoimento para posteridade", dado em entrevista a Ricardo Cravo Albin, no Museu da Imagem e do Som, em 1968. “Cem Anos Sem Chibata” confronta a história oficial com a historiografia acadêmica e a tradição oral, para revelar melhor as causas e consequências da revolta que acabou com a chibata pela Marinha de Guerra antiga.

Reprise. 52 min.
Classificação Indicativa: 14 anos
Horário: 01h30


Sábado, 21 de novembro

Pátria
15h00, na TV Brasil

Ano: 2012. Gênero: documentário. Direção: Fábio Meira.

O vôlei feminino só conquistou sua primeira medalha olímpica em 1996, nos Jogos de Atlanta. As responsáveis por este feito foram Fernanda Venturini, Ana Moser, Márcia Fu, Hilma, Ana Flávia, Ida, Ana Paula, Virna, Leila, Fofão, Filó e Sandra. Base da equipe titular da seleção, as atletas trouxeram o bronze para o Brasil após um emocionante jogo contra a seleção russa.

Até então, a modalidade não contava com tantos investimentos. A partir do exemplo desse grupo vitorioso, mudou-se a percepção, dando maior importância ao esporte.

Quem não se lembra da fatídica semifinal contra Cuba? Talvez seja essa a principal recordação dos brasileiros em relação a essa equipe: a explosiva rivalidade entre as seleções femininas de vôlei na década de 90, com foco na disputa olímpica de Atlanta.

Além de mostrar diversas cenas daquela histórica semifinal, o documentário “Pátria” recupera imagens de arquivo e traz entrevistas com atletas e comissão técnica, além do depoimento de jogadoras de gerações anteriores, como Jaqueline e Isabel.

O filme percorre o caminho da conquista da medalha, visitando locais emblemáticos como o Mineirinho, o Maracanazinho e o ginásio do Ibirapuera. Naquela oportunidade, as meninas do Brasil chegaram pela primeira vez a uma final de um campeonato mundial, embaladas por 25 mil torcedores.

A produção também vai em busca da tricampeã olímpica Mireya Luís, antagonista dessa saga e notória algoz da seleção nacional e do técnico da seleção cubana, Eugênio Jorge. O diretor Fábio Meira reuniu Ana Moser, Marcia Fu, Virna além das rivais Mireya Luís, Regla Torres e Carvajal para ver o jogo de novo. A reação das atletas remete às provocações da época.

O documentário “Pátria” conta a trajetória desse formidável elenco de vôlei feminino que conquistou o primeiro pódio olímpico da modalidade, com a medalha de bronze, e colocou o Brasil na elite do esporte.

Inédito. 26 min.
Classificação Indicativa: Livre
Horário: 15h00



Sábado, 21 de novembro

Meu Mundo em Perigo
22h00, na TV Brasil

Ano: 2007. Gênero: drama. Direção: José Eduardo Belmonte, com Eucir de Souza, Mihen Cortaz, Rosane Mulholland, Justíne Otondo, Wolney de Assís, Zíza Brísola.

A trama acompanha a história de três personagens: Elias (Eucir de Souza), um fotógrafo desempregado que perde a guarda do filho e mergulha em um inferno interior do qual não consegue fugir; Isis (Rosanne Mulholland), uma mulher enigmática que busca espacar do passado e do presente com quem Elias passa a se relacionar; e Fito (Milhem Cortaz), um homem que entra em desespero após perder o pai em um acidente de trânsito provocado pelo fotógrafo.

Em uma estrutura narrativa peculiar, o roteiro entrelaça o destino dos três personagens cujas vidas se colidem em um desfecho trágico.

Terceiro longa do diretor José Eduardo Belmonte, o drama “Meu mundo em perigo” recebeu premiações em três categorias no Festival de Brasília: Melhor Ator (Eucir de Souza), Melhor Ator Coadjuvante (Milhem Cortaz), Prêmio da Crítica de Melhor Filme.

Inédito. 92 min.
Classificação indicativa: 12 anos
Horário: 22h00



Sábado, 21 de novembro (madrugada de sábado para domingo)

Stalingrado, a Batalha Final
00h15, na TV Brasil

Título original: Stalingrad. País de origem: Alemanha. Ano: 1993 Gênero: drama. Direção: Joseph Vilsmaier, com Dominique Horwitz, Thomas Kretchsmman, Jochen Nickel, Sebastian Rudolph, Dana Vávrová, Martin Benrath, Sylvester Groth, Karel Hermánek, Heinz Emigholz.

O filme traz um relato da lendária batalha de Stalingrado, uma das mais sangrentas da história. Considerada a “menina dos olhos” do Terceiro Reich, a disputa é apresentada sob o ponto de vista do oficial alemão Hans von Witzland e de seu batalhão.

O combate ocorreu entre agosto de 1942 e fevereiro de 1943 na frente oriental da Segunda Guerra Mundial e culminou com a primeira grande derrota da Alemanha nazista frente à União Soviética.

Premiado em várias categorias do Bavarian Film Awards, o longa dirigido por Joseph Vilsmaier revela as ações de um pelotão alemão que avança em território soviético. Centrada em quatro soldados alemães, a trama revela por meio dele os horrores da guerra, o medo, a esperança e todas as emoções dos militares envolvidos.

Reprise. 134 min.
Classificação indicativa: 16 anos
Horário: 00h15




Domingo, 22 de novembro

O Grande Xerife
16h00, na TV Brasil

Ano de estreia: 1972. Gênero: comédia. Direção: Pio Zamuner, com Amácio Mazzaropi, Patricia Mayo, Paulo Bonelli, Tony Cardi, Augusto César Ribeiro.

Mazzaropi interpreta um viúvo pai de Mariazinha. Ele é o morador mais antigo de Vila do Céu onde vive cuidando da vida dos outros. Um dia, chega na cidade, disfarçado de padre, o bandidão João Bigode.

O maldoso mata o xerife e põe Poróroca em seu lugar. A confusão está armada e só o nosso Grande Xerife pode proteger a cidade.

Reprise. 95 min.
Classificação Indicativa: Livre
Horário: 16h00



Domingo, 22 de novembro (madrugada de domingo para segunda-feira)

Antônia
00h00, na TV Brasil

Ano de estreia: 2007. Gênero: drama. Direção: Tata Amaral, com Negra Li, Cindy Mendes, Leilah Moreno, Jacqueline Simão, Thaíde, Chico Andrade, Kamau, Negro Rico, Hadji, Fernando Macário.

Quatro jovens talentosas, amigas desde a infância, lutam para alcançar seu sonho: viver da música. Elas conseguem para formar um grupo musical chamado Antônia, mas a pobreza, a violência e o machismo são obstáculos para que realizar o sonho de seguir no universo do rap.

Dirigido por Tata Amaral, o drama nacional “Antônia” é estrelado por e estrelado por Negra Li, Cindy Mendes, Leilah Moreno e Quelynah. Com uma abordagem que valoriza o papel da mulher na sociedade, a trama foge dos estereótipos que cercam o gênero.

Reconhecido em festivais internacionais, o longa também foi premiado no Brasil. A produção conquistou o Prêmio de Melhor Filme na Mostra de São Paulo. Já no Festcine Goiânia, o drama venceu nas categorias Melhor Fotografia, Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Som.

Inédito. 90 min.
Classificação Indicativa: 18 anos
Horário: 00h00


Domingo, 22 de novembro (madrugada de domingo para segunda-feira)

Virgem Margarida
01h35, na TV Brasil

Título original: Virgem Margarida. País de origem: Moçambique. Ano: 2014. Gênero: drama. Direção: Licínio Azevedo.

Em 1975, após séculos de colonização portuguesa, Moçambique torna-se um estado independente. O novo regime procura limpar as ruas da prostituição. Assim, 500 prostitutas são enviadas à força para um centro educacional na selva, onde são obrigadas a aprender novas regras de convivência e a redescobrir o seu papel na nova pátria.

Margarida é uma adolescente de 16 anos que foi parar lá por engano quando tentava comprar o enxoval para o seu casamento. Inocente, ela não tem pecados para expiar. Unidas pela adversidade, as mulheres se unem em um plano para escapar daquele lugar infernal. Margarida torna-se a representação de liberdade e de pureza.

Realizado pelo escritor e cineasta Licínio Azevedo, o filme “Virgem Margarida” foi premiado em diversos festivais de cinema internacional. O longa conquistou o Prêmio do Público e Menção Honrosa no Festival de Amiens. O drama ainda ganhou o prêmio de Melhor Filme no Festival de Montreal.

Reprise. 90 min.
Classificação Indicativa: 16 anos
Horário: 01h35

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