segunda-feira, 30 de novembro de 2015

‘Reorganização escolar já está feita’, afirma Alckmin em entrevista exclusiva ao ‘É Notícia’

Crédito: Reprodução/ RedeTV!

O governador de São Paulo Geraldo Alckmin afirma estar aberto ao diálogo com os estudantes que ocupam escolas da rede estadual em protesto contra a reorganização escolar, mas ressalta que as mudanças educacionais 'já estão feitas' e serão mantidas. A ação do governo estadual previa o fechamento de 94 escolas e remanejamento de cerca de 311 mil alunos de suas unidades de ensino. A declaração do político foi dada no programa É Notícia, apresentado por Amanda Klein, que vai ao ar na madrugada desta segunda (30) para terça, a partir da 00h30, na RedeTV!. 

Alckmin afirma que 'não tem dúvida' do uso político nas ações de ocupação, que ultrapassaram a marca de 190 unidades de ensino. Para o governador, muita gente 'que não é da educação', como universitários e sindicalistas, está envolvida nesses atos. "O que faz um secretário do PT, em horário de trabalho, em uma escola invadida?", questiona o político. 
Ele afirma que a reorganização escolar foi aprovada no Conselho e dispara contra as avaliações de USP e Unifesp, que se manifestaram contrárias às mudanças. "Não há nada mais corporativo que USP, Unesp e Unicamp. Por isso estão quebradas. O corporativismo tomou conta do país", dispara o governador, que completa dizendo que o "modelo petista de corporativismo" acaba se refletindo em todas as áreas do Brasil. 
Questionado por Amanda Klein a respeito das eleições de 2018 e a possibilidade de vir a se candidatar à presidência da República, como ocorreu no processo eleitoral de 2006, Alckmin diz que "não há eleição hoje, três anos em política são três séculos". Com relação à pesquisa Datafolha divulgada no fim de semana, na qual o tucano Aécio Neves lidera uma das simulações e o governador paulista aparece na terceira colocação em outra, o político pondera que "é natural que quem disputou as últimas eleições" esteja em maior evidência hoje. 
Geraldo Alckmin, entretanto, admite que "pretende estudar mais o Brasil" nos finais de semana e afirma que pretende "conhecer melhor" regiões do Maranhão, Bahia, Piauí e Tocantins. "A escolha do candidato não está na pauta. Sou contra antecipar o processo eleitoral", diz.
Sobre a possibilidade de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o governador diz ver uma "probabilidade grande" de ocorrer, mas deixa claro que o fato só deve ser concretizado "por crime de responsabilidade fiscal". "Se estivéssemos em um regime parlamentarista, [Dilma] já teria caído. Todos os dias surgem fatos cada vez mais graves. Defendo que não podemos ficar empurrando as coisas para a economia não naufragar. É preciso acelerar, seja pelo impeachment ou não", afirma.
A entrevista completa vai ao ar no É Notícia da madrugada desta segunda (30) para terça,a partir da 00h30, na RedeTV!.

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