sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Renata Fan apresenta o Miss Universo neste domingo na tela da Band

A Miss Brasil Marthina Brandt concorre neste domingo - Divulgação

A Band leva ao ar neste domingo, logo após o Pânico na Band, a 64ª edição do Miss Universo. A apresentadora Renata Fan ancora a transmissão, que terá participação dos comentaristas Mica Rocha e Raphael Mendonça. A tradução simultânea será feita por Malcolm Forest.


Hospedada em Las Vegas - cidade norte-americana onde acontece o concurso - desde o início desta semana, a Miss Brasil Marthina Brandt foca em se manter calma, mesmo diante da enorme expectativa pela terceira coroa brasileira no concurso.

“Não estou nervosa. Isso só vai me atrapalhar”, diz. “Busco o autocontrole e acredito em plantar e colher. Vivo um dia de cada vez. O foco não deve ser só a final”. Para ela, o melhor resultado é vencer, claro, mas ela diz que ficará satisfeita se conseguir manter o Brasil em evidência. “Quero que o nome do meu país seja mantido até o último momento, o do top 5”.

Marthina conta também que tem recebido mensagens de vários fãs e que a maioria envia fotos e comentários positivos sobre suas chances no Miss Universo. “Vejo que estou bem colocada e fico superfeliz por ser vista e reconhecida”, afirma. “Mas isso não me deixa segura”.

A exemplo do que fez no Miss Rio Grande do Sul e no Miss Brasil, desta vez ela também adotará uma estratégia para vencer, que não revela. Mas deixa pistas. “No estadual, precisava explorar os sorrisos, a pisada forte. No Miss Brasil, pediram uma passarela mais seca. Aí, explorei a atitude no carão para as câmeras”. No Miss Universo, ela deve surpreender. “Cada concurso tem sua pegada. Se você fizer tudo sempre igual, como vai conquistar os jurados, mostrar seu crescimento? Vai ser diferente”.

Trajes de gala e típico

O traje de gala da bela gaúcha no Miss Universo 2015 será uma renda francesa aplicada sobre uma tela toda feita em pedrarias e cristais Swarovski. A luxuosa peça, criada por Alexandre Dutra, está avaliada em R$ 40 mil. Esta será a terceira vez que a gaúcha ostentará um vestido do estilista. No Miss Rio Grande do Sul e no Miss Brasil, ela desfilou modelos exclusivos assinados por Dutra, que cria peças para o concurso de beleza nacional há 20 anos. 

“Já tinha um modelo na cabeça, mas o clique final veio depois da eleição. Ela tem um corpo perfeito, não foi preciso adaptar”, conta. O vestido irá valorizar a silhueta esguia de Marthina, de maneira elegante e sofisticada, promete o estilista. 

Dutra, que cria também para o Miss Angola há 14 anos (o vestido de Leila Lopes, Miss Universo 2011, é dele), acredita que o traje de gala tem o poder de elevar uma candidata ou derrotá-la. “Pode ser que os jurados tenham duas preferidas. O desempate pode ser feito pelo vestido, que atrairá mais olhares para a miss que usá-lo”. Ele cita como exemplo o ousado modelo escolhido pela Miss Porto Rico 2006 Zuleyka Rivera, que, naquele ano, acabou sendo coroada Miss Universo. “O corpo ajudou e ela carregou muito bem o vestido. Era todo de cristais e correntes, pesava pelo menos 20 quilos. Mas, nela, parecia uma pluma”.

Dutra também criou os trajes de gala usados por Natália Guimarães, vice-Miss Universo 2007, Gabriela Markus e Jakelyne Oliveira, que ficaram em quinto lugar no Miss Universo 2012 e 2013, respectivamente. No dia a dia, ele tem outro público, formado por noivas, mas os concursos de miss são uma paixão da infância. “Tem muita pressão. Se você não gosta, você não faz”.

Dutra também assina o traje típico que a Miss Brasil levará ao Miss Universo. O tema é segredo, porém o estilista adianta que se trata de uma homenagem moderna e luxuosa a um dos símbolos da cultura brasileira. “Vamos seguir a proposta do Miss Brasil este ano e iremos atualizar também o traje típico”, revela.

Histórico

Entre os países que mais venceram o concurso estão os Estados Unidos, a Venezuela e Porto Rico. Em 2014, a colombiana Paulina Vega levou a coroa cravejada de joias para casa. Este ano, ela estará presente no evento para terminar seu reinado e passar o título oficialmente a sua sucessora.

Esta é a primeira vez em dez anos que o Brasil escolhe uma miss com as madeixas douradas para representa-lo na etapa internacional. A última foi a Miss Brasil 2005 Carina Bedüschi. Será que a mudança pode ajudar a trazer um novo título para o país?

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