terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Gravações de "Velho Chico" começam pelo nordeste

Afrânio (Rodrigo Santoro) chega ao sítio de Aracaçu Crédito: Globo/Caiuá Franco

O sertão nordestino é o palco principal do início das gravações de “Velho Chico”, próxima novela das nove, de Benedito Ruy Barbosa, escrita por Edmara Barbosa e Bruno Luperi, com direção de Luiz Fernando Carvalho. Nos primeiros dias de janeiro, no interior de Alagoas, mais precisamente em Olho D´água do Casado, o diretor comandou as primeiras cenas com os atores Chico Diaz e Cyria Coentro, que interpretam respectivamente os retirantes Belmiro e Piedade. Em seguida, parte da equipe viajou para o Rio Grande do Norte, Baraúna, onde Rodrigo Santoro fez os primeiros takes como o coronel Afrânio. Outros atores, como Marina Nery, Rodrigo Lombardi, Fabíula Nascimento, Carlos Betão também já iniciaram seus trabalhos.


Belmoiro (Chico Díaz) Crédito: Globo/Caiuá Franco

Cícero (Pablo Morais) Crédito: Globo/Caiuá Franco

O diretor Luiz Fernando Carvalho apresenta a locação, no sertão de Alagoas, à Cyria Coentro (Piedade) e Chico Díaz (Belmiro) Crédito: Globo/Caiuá Franco

O diretor Luiz Fernando Carvalho dirige Rodrigo Santoro, que será Afrânio em Velho Chico Crédito: Globo/Caiuá Franco

Piedade (Cyria Coentro) Crédito: Globo/Caiuá Franco

Maria Tereza (Isabella Aguiar) Globo/Caiuá Franco

Ao total, entre os meses de janeiro e fevereiro, serão gravadas cerca de 500 cenas, que estão acontecendo em três frentes de gravações simultâneas, dirigidas por Luiz Fernando Carvalho, Carlos Araújo, Gustavo Fernandez e Philippe Barcinski. Entre as locações escolhidas estão: São Francisco do Conde, Raso da Catarina e Cachoeira, na Bahia; Baraúna, no Rio Grande do Norte; Povoado Cabloco e Olho D´água do Casado, em Alagoas. Dez caminhões saíram abastecidos do Rio de Janeiro rumo ao nordeste para estas gravações. Só de figurino foram três toneladas divididas em 3 caminhões e outra parte que foi despachada por avião. Entre os itens estavam: vestuário, acessórios, máquina de costura e até fogão para tingimento. 

A gravação da novela, que reúne uma equipe de trabalho de 120 pessoas, está movimentando as cidades por onde passa. Em São Francisco do Conde (BA), por exemplo, a produção contratou todo tipo de mão de obra local, incluindo serralheiros, artesãos, pescadores, barqueiros, entre outros. Isso sem contar com os profissionais de produção, técnica, atores e figuração. Só para selecionar as participações especiais dos capítulos iniciais de ‘Velho Chico’ foram realizados mais de 400 testes nas locações fora do Rio de Janeiro, totalizando a escalação de 70 atores. E cerca de 70% do elenco principal também é do nordeste.  
A trama

Uma grande história de amor, uma saga familiar que atravessa gerações. “Velho Chico” narra o amor maior: pelo rio São Francisco, pelo Brasil, pela natureza e que vai se revelar na grandeza do sentimento entre Maria Tereza (Isabella Aguiar/ Julia Dalavia/ Camila Pitanga) e Santo (Rogerinho Costa/ Renato Góes/ Domingos Montagner). Do outro lado das margens desses amores habita a ganância, a ambição desenfreada, o coronelismo arcaico, ainda muito presente em nosso país: a paixão pelo poder a qualquer custo.

Amores proibidos capazes de balançar estruturas antigas em uma jornada emocional pelo Brasil profundo. “É um reencontro com a brasilidade, com a história do nosso país e de sua gente, dos amores puros e dos desencontros, uma declaração de amor à nossa terra, contada com uma emoção brasileira, nossa! Um romance que começa na década de 60 e desemboca numa atualidade cercada de contradições. Uma novela de amor, mas também emoldurada por uma crítica social”, destaca Luiz Fernando Carvalho, diretor da novela.

Uma história que mostra a cultura arcaica dos coronéis, com suas fazendas produtoras de algodão erguidas muitas vezes em circunstâncias que oprimiram o povo nordestino. Nos dias de hoje, seus herdeiros formados em novas tecnologias do solo, habituados ao uso de novos procedimentos, buscam o reequilíbrio da natureza e consequentemente um mundo melhor e mais justo para todos. Essa é a nova geração de Velho Chico, chamado pelo diretor Luiz Fernando Carvalho de "admirável mundo novo."

O enredo do romance entre herdeiros de famílias rivais se entrelaça à trajetória de luta pelo renascimento do Rio São Francisco. A saga tem início no final dos anos 60, na fictícia Grotas de São Francisco, e se estende até os dias de hoje. A briga familiar, que começou pelas águas e avançou pelas terras, perde o sentido para a nova geração, mas nem por isso a rivalidade deixa de existir e de impedir que antigos amores interditados pela família se reencontrem.

Com estreia prevista para março, “Velho Chico” é uma novela de Benedito Ruy Barbosa, escrita por Edmara Barbosa e Bruno Barbosa, com direção de Luiz Fernando Carvalho.

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