quinta-feira, 16 de junho de 2016

Com nova apresentadora, novo cenário e mais vertentes artísticas, Manos e Minas estreia temporada 2016

Foto Jair Magri
Depois de cinco anos, o Manos e Minas volta a ser apresentado por uma mulher. Atriz-MC, poeta, pesquisadora, diretora teatral, musical e ativista, Roberta Estrela D’Alva assume o posto deixado por Max B.O., que também já foi ocupado por Thaíde, Rappin Hood e Anelis Assumpção. 

A mudança na apresentação acompanha diversas reformulações que deixam o Manos e Minas com outra cara para sua nova temporada, que estreia no dia 25 de junho, em novo dia e horário: sábadoàs 19h. Antes totalmente dedicado à cultura hip hop, o programa agora abre espaço também para outras vertentes da arte de rua, como a poesia e o teatro. 
Outra grande novidade desta temporada é a volta da plateia, composta, em sua maioria, por jovens de São Paulo. A cada semana, ingressos para a gravação serão distribuídos de forma gratuita em dois pontos da cidade.
Gravado no Teatro Franco Zampari, o programa ganha um novo cenário. Desta forma, quem desembarcar na atração se sentirá em uma estação de metrô, uma das melhores sínteses da vida urbana. O grafite entra em cena com painel feito pelo grafiteiro Sola especialmente para o programa. Logo, abertura e vinheta também foram repensados para a nova fase. Além disso, outros estilos musicais também começam a ser abraçados pelo programa, se juntando ao rap, principal marca da atração.
Para a temporada 2016, o Manos e Minas traz outro diferencial: a proposta de batalhas que reúnem campeões e vices das principais competições de dança, MCs, rappers e poetas em uma "grande final" em seu palco. 
Para mostrar o que está acontecendo nas ruas, a atração reformulou a linguagem de seus quadros já existentes, como o Erick Apresenta e o Discoteca Básica. Mas o principal destaque é inédito: agora, o Manos e Minas conta com o reforço de diversas afiliadas da TV Cultura espalhadas pelo Brasil. Elas produzirão matérias trazendo o que há de novo nas culturas urbanas locais. Ou seja, com as parcerias, o programa ultrapassa as fronteiras  da capital paulista e dá visibilidade aos vários sotaques da arte de rua.
Militante dos movimentos negro e feminista, Roberta não ficará presa ao estúdio, indo aos principais centros paulistas de cultura hip hop em busca de matérias, sempre dando visibilidade ao trabalho de mulheres neste meio.
As reportagens de Rodney Suguita continuam presentes nesta nova fase, assim como a participação fixa da banda Projetonave, que garante interpretações únicas das músicas dos artistas convidados. 

Sobre o programa de estreia
Na estreia da nova temporada do Manos e Minas, que vai ao ar no sábado (25/6), às 19h, Roberta Estrela D’Alva recebe a cantora brasiliense Ellen Oléria.
Ellen ganhou projeção nacional ao participar da primeira edição do The Voice Brasil, da TV Globo, competição na qual conquistou o primeiro lugar. Mas, bem antes disto, já havia se apresentado no palco do Manos e Minas. Na conversa com a Roberta, a cantora faz uma análise de sua trajetória, desde sua primeira aparição no programa até agora, quando acumula prêmios e apresentações no Brasil e na Europa. Ativista do feminismo negro, Ellen também aborda a importância do movimento dentro da sociedade. 
A cantora interpreta músicas que marcaram sua carreira, como Afrofuturo, de seu mais recente trabalho, AfrofuturistaTestando, que a levou pela primeira vez ao palco do Manos e Minas; e Afoxé do Mangue, uma parceria com Roberta Estrela D’Alva que as duas interpretam juntas no programa.
Seguindo a proposta de ampliar o espaço destinado a outras vertentes artísticas, esta edição conta com a presença da poeta Luz Ribeiro, que, ao fim de cada bloco, recita alguns de seus trabalhos, como o poema Menimelímetros.
Outro convidado é Vitor Lock, campeão do duelo de dança do Festival Internacional de Danças Urbanas Rio H2K na categoria Locking. O programa ainda apresenta matérias feitas pelo videorrepórter Rodney Suguita. Em uma delas, ele mostra a realidade de refugiados de diferentes nacionalidades que vivem no bairro do Glicério, em São Paulo. Já na outra, o público conhece uma horta comunitária no Capão Redondo. O programa também destaca os 20 anos do primeiro álbum do rapper norte-americano Jay Z,Reasonable Doubt.


Sobre a apresentadora, Roberta Estrela D’Alva
Roberta Estrela D’Alva é atriz-MC, diretora teatral, cantora, compositora, diretora musical, pesquisadora, ativista e slammer. Membro fundadora do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, a primeira companhia de Teatro Hip-Hop do Brasil, a artista promete trazer ao programa mais vertentes artísticas, como a poesia e o próprio teatro. Ela também foi uma das fundadoras da Frente 3 de Fevereiro, coletivo transdisciplinar que desenvolve ações simbólicas, produção de livros, documentários e investigações colaborativas sobre o racismo na sociedade brasileira. Em ambos os núcleos, além de atuar como atriz, diretora e MC, também desenvolve trabalhos como roteirista e dramaturga.
Nascida em 1978, na cidade de Diadema, região do Grande ABC, Roberta se formou bacharel em Artes Cênicas pela USP e mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Em novembro de 2014, publicou seu primeiro livro Teatro Hip-Hop, a performance poética do ator-MC, pela editora Perspectiva.
Finalista da Copa do Mundo de Poesia Slam 2011, em Paris, onde conquistou o terceiro lugar, ela é idealizadora do ZAP! Zona Autônoma da Palavra, primeiro “poetry slam” (campeonato de poesia) brasileiro. É também curadora e apresentadora  do Rio Poetry Slam, primero slam de poesias  internacional da América Latina, que acontece anualmente no Rio de Janeiro, dentro da programação da Festa Literária das Periferias (FLUPP). Recentemente, foi convidada pela Flip para ser a mestre de cerimônia do Sarau de Abertura da edição deste ano.
No teatro, Roberta foi vencedora  do Prêmio Shell 2011 na categoria Melhor Atriz por sua atuação no espetáculo Orfeu Mestiço – Uma hip-hópera brasileira. Em 2016, foi dirigida pelo  renomado diretor americano Bob  Wilson no espetáculo Garrincha, a street ópera.  Atualmente, trabalha na finalização do documentário de longa–metragem Valendo a Vida, co-dirigido pela documentarista Tatiana Lohmman.

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