quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Terceiro episódio de ‘Pra Onde Corre o Rio’ mostra luta pela preservação de região intocada da Baía de Guanabara

Divulgação
Nesta Sexta da Sociedade, 26, “Baía de Guanabara – O Último Oásis de Resistência”, terceiro episódio da série “Pra Onde Corre o Rio”, vai ao ar e revela um canto ainda preservado da baía, que abrange Magé, Guapimirim, Itaboraí e São Gonçalo.Entrevistados esclarecem, no entanto, que embora a região ainda esteja conservada, a luta contra a degradação ambiental é grande. Breno Herrera, biólogo e ex-chefe da APA (Área de Proteção Ambiental de Guapimirim, que apoia o recôncavo) revela que foi preciso se unir à população local para impor limites na construção do Comperj, Complexo Petroquímico da Petrobras, que afetaria diretamente o município de Itaboraí. “A posição do governo tem que ser autorizar, mas adequar. Estou de acordo, tem que ser essa a postura mesmo, mas não era o caso. Esse empreendimento era em absoluto negativo pra região”, relembra Breno Herrera, que na época comandava a APA.

Segundo Klinton Serra, analista ambiental e chefe substituo da APA, a região da Baía de Guanabara é carente, principalmente, de um estudo por parte das autoridades e das empresas interessadas em explorá-la. “Um dos nossos objetivos aqui não é só manter a área ambiental intocada, nós queremos manter também o modo de vida dos pescadores dessa região. Essa falta de planejamento, de uma visão que faça um zoneamento da área da Baía é um dos problemas graves. Porque os empreendimentos vão sendo impostos de acordo com os interesses econômicos e os que têm menos poder vão ficando cada vez mais imprensados em áreas menores”.
Hoje já instalado na região, o Comperj pode causar danos maiores que os prometidos na visão no Procurador da República, Lauro Coelho Jr: “Vieram os escândalos de corrupção da Petrobras, veio a crise econômica, e todas aquelas promessas do Comperj que justificariam um possível privilégio ao desenvolvimento econômico em detrimento ao meio ambiente não se realizaram. A crise e o desemprego estão assolando aquela região e os danos ambientais não foram compensados. Eu receio que toda essa crise da Petrobras implique diretamente no cumprimento das condicionantes que ela foi obrigada a implementar para diminuir esses impactos”.
Para Breno Herrera, a percepção já consolidada na sociedade de que a Baía de Guanabara não pode mais ser recuperada prejudica ainda mais a luta contra a degradação ambiental: “Uma vez que a sociedade considere a área como morta, faltará pouco para aterrar tudo, para transformar em um pátio de manobras de grandes embarcações industriais, de atividades petrolíferas e converter todo esse ambiente numa área de uso exclusivamente industrial. Uma vez deixada a natureza imune de intervenção agressiva, ela própria se recupera”.
“Pra Onde Corre o Rio” tem oito episódios – inéditos sempre às sextas, às 20h – nos quais são desvendados os grandes problemas que, há décadas, afetam a natureza do Rio de Janeiro, como a poluição da Baía de Guanabara, dos rios e lagoas; a ocupação irregular de áreas preservadas; a falta de conservação nas áreas de mata; a falta de saneamento básico e as ações de impacto das indústrias poluentes.


SEXTA DA SOCIEDADE
Baía de Guanabara - O Último Oásis de Resistência (série)
Na preparação para as Olimpíadas, o Rio de Janeiro se viu obrigado a lidar com os problemas ambientais que o assolam há décadas: poluição da Baía de Guanabara, dos rios e lagoas da cidade e de todo o estado, ocupação irregular de áreas de preservação, falta de preservação de áreas de mata, falta de saneamento básico, indústrias poluentes. Existe solução? Com a participação do biólogo Mario Moscatelli, militante ambiental incansável há mais de vinte anos, a série nos conduz por uma viagem pelas outrora maravilhosas terras e águas do Rio de Janeiro, montando um panorama da realidade ambiental e seus principais personagens, de moradores de locais críticos a agentes políticos, e o que pode ser feito para mudar o curso do Rio, que no momento parece correr o desastre. 
Diretora: Paula Fiuza 
Duração: 32 min.
Exibição: 26 de agosto, sexta-feira, às 20h
Classificação: Livre
Horários alternativos:
Dia 27 de agosto, sábado, à 0h e às 19h30;
Dia 29 de agosto, segunda-feira, às 2h e às 14h

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