segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Com João Doria, 'Mariana Godoy Entrevista' registra maior audiência do ano

Crédito/Foto:Artur Igrecias/Divulgação RedeTV!

O programa Mariana Godoy Entrevista da última sexta-feira (7) recebeu o prefeito eleito de São Paulo, João Doria. A participação do tucano rendeu a melhor audiência do ano para o talk show,  que registrou 2 pontos de média, picos de 3 e share de 4%. Os números deixaram a RedeTV! em quarto lugar no ranking de canais abertos, segundo o Ibope. Durante o bate-papo, Doria falou sobre os principais temas da administração pública na cidade de São Paulo e deu "pistas" sobre como deverá governar a maior cidade do país.

A primeira pergunta feita ao prefeito eleito foi se ele se candidatará ao Governo do Estado em 2018, o que ele garantiu que não fará. "Fui eleito para ser prefeito da cidade de São Paulo e vou ser prefeito durante quatro anos e sem reeleição, porque eu sou contra a reeleição". "Workaholic" assumido, o político foi enfático e afirmou que vai trabalhar em dobro para cumprir suas promessas: "Vou transformar quatro anos em oito".
O prefeito eleito de São Paulo também comentou alguns dos grandes eventos culturais do calendário da cidade, garantindo não ter problemas em admitir quando um adversário político tem uma boa iniciativa. Ao Carnaval, tanto de rua, quanto no Sambódromo, Doria fez muitos elogios, mas garantiu que é possível melhorar tudo. "Gosto de Carnaval e organizei o Carnaval de São Paulo. Fui secretário de Turismo do Mário Covas". Ele explicou que pretende fazer algumas alterações nos festejos de rua, que fizeram muito sucesso na cidade nos últimos anos: "Vamos descentralizar um pouco mais para evitar o excesso que houve nesse ano. Os blocos podem continuar, de forma um pouco mais organizada". Sobre a Parada do Orgulho LGBT, Doria disse: "A parada gay vai continuar tendo o apoio da Prefeitura de São Paulo e estarei lá, inclusive". O político elogiou a Virada Cultural e afirmou que foi uma ótima iniciativa do ex-prefeito José Serra: "Vamos continuar com a Virada Cultural, mas vamos acrescentar a Virada dos Bairros". João Doria falou, também sobre a abertura da Avenida Paulista: "Vamos manter, a ideia é boa, a ideia é positiva. Foi da gestão Haddad, mas foi uma boa iniciativa". Sobre o Minhocão, ele garantiu: "Vamos manter também, a ideia é boa, vamos incrementar um pouco as atividades musicais e a gastronomia".
Durante a entrevista,  falou sobre a criação de um projeto intitulado 'Facilita São Paulo', que apoiará os micro e pequenos empreendedores da cidade, com desburocratização na concessão de liberações de alvarás de funcionamento e reforçou que pretende fazer uma gestão moderna da cidade. "Tudo vai ser mais fácil, a cidade é muito burocrática, eu sou contra a burocracia".
Questionado sobre como fará o serviço público ter a agilidade que deseja, o tucano garantiu conhecer o funcionamento da máquina pública e disse que soube agir nesse sentido quando foi preciso. "Se você quer ser um bom gestor, motive as pessoas, crie oportunidades".
O político revelou qual será o principal foco de sua administração: "A prioridade numero um é saúde, número dois é saúde, número três é saúde. Depois vem educação, mobilidade urbana, habitação popular, segurança pública". Doria elogiou os CEUs, criados na gestão de Marta Suplicy e deu a entender que deve usá-los como referência para a instalação de novos aparelhos de educação na cidade. O prefeito eleito fez questão, também, de elogiar os rivais no pleito e, sobretudo, a transição acertada com o atual prefeito de São Paulo, o petista Fernando Haddad. Doria agradeceu a elegância e a disponibilidade do atual gestor da cidade e afirmou que, apesar de difícil, a campanha à prefeitura teve um bom nível. Doria afirmou que a transição será muito "republicana" e disse que está sendo feita "política com civilidade, com grandeza" na cidade: "Você pode ter diferenças ideológicas, partidárias, como de fato temos, mas tem que ter civilidade".
Voltando a falar sobre educação, Doria disse que é preciso aumentar o número de vagas, tanto no ensino fundamental, quanto nas creches, e explicou como pretende fazer isso nas duas frentes. Ele defendeu, ainda, o ensino em período integral. O prefeito eleito de São Paulo mostrou inclinação a retomar o projeto 'Escola da Família': "Vamos reimplementar o que já foi um sucesso no passado".
Ao ser informado por Mariana Godoy de que as promessas são muitas para um curto espaço de tempo Doria se mostrou confiante: "É minha obrigação. Eu recebi 53% dos votos. Eu tenho isso como obrigação, é minha determinação". Ele ainda reafirmou que pretende ser o prefeito de todos os paulistanos: "Eu quero governar não só para aqueles que me elegeram, mas também para aqueles que não me elegeram".
Sobre a quantidade de votos nulos e brancos nas eleições, comentou: "Se você olhar, nacionalmente, esse é o reflexo. Há um cansaço da população, de forma geral, com a classe política". Doria disse ver essa situação com desconforto, pois, segundo ele, coloca-se bons e maus homens públicos em um mesmo patamar. 
O prefeito eleito contou um pouco de sua história familiar, para assegurar que sabe bem o que é estar na pele do paulistano mais carente. Ele lembrou o tempo em que viveu no exílio com a família e reforçou uma das marcas de sua campanha, a imagem do trabalhador. "De uma vida próspera e boa, passamos a andar de ônibus, passamos a ter muito cuidado com o que tínhamos para comer, várias vezes ficamos sem luz em casa". O político falou sobre o que viu na cidade e disse ter se surpreendido com a miséria que, para ele, era algo desconhecido e se comprometeu a fazer "uma gestão muito determinada para ajudar as pessoas mais pobres".
Ainda na entrevista, Doria reafirmou promessas de sua campanha, como a alteração das velocidades nas marginais Tietê e Pinheiros - reforçando que a cidade necessita de mais educação no trânsito -, as concessões de parques públicos à iniciatida privada, a privatização do autódromo de Interlagos e seu compromisso com a melhoria do transporte público, citando a possibilidade da implantação do Bus Rapid Transit (BRT).   Ao ser questionado sobre a criação do Parque Augusta, na região central da cidade, ele foi direto: "Eu não fui eleito prefeito para fazer média. Fui eleito prefeito para prefeitar". E continuou: "Eu, em sã consciência, não vou gastar 200 milhões de reais para comprar um terreno para fazer parque. Vamos negociar com a Cyrela [dona da área] para que ela possa, como proprietária do terreno, usar 20% para seu empreendimento e permitir que 80% seja um parque público administrado pela iniciativa privada".
O tucano falou como pretende resolver as questões de educação e saúde das crianças e adultos com necessidades especiais, ressaltando que o dinheiro das privatizações será utilizado também em projetos inclusivos. Doria afirmou que a prefeitura investirá em "educação inclusiva e também a saúde inclusiva. Vamos tratar isso com muita atenção e com muito carinho".
Questionado sobre 'ter lançado' Geraldo Alckmin como candidato do PSDB à presidência da República nas eleições de 2018, diferentemente do que fez ao comemorar sua eleição, Doria preferiu se esquivar: "Eu não fiz o lançamento, foram os militantes do PSDB que gritaram 'Geraldo Alckmin presidente', mas não é o momento de discutir isso. Até 2018 tem uma eternidade".
Ao final da atração, num momento de descontração, João Doria saboreou uma coxinha, tomou um pingado e se divertiu com algumas histórias de sua campanha. Ele ainda disse como pretende resolver um problema iminente: as enchentes e a queda de árvores na cidade, que devem afetar a sua gestão já nos primeiros dias de mandato.   
Fonte: Ibope

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