quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Repórter Eco explica por que o sabiá-laranjeira canta de madrugada nas grandes cidades

Divulgação/TV Cultura
Nesta semana, o Repórter Eco exibe três matérias ligadas ao meio ambiente e que estão no dia a dia dos habitantes de grandes cidades como São Paulo. O destaque fica por conta do sabiá-laranjeira, ave-símbolo do Brasil e que canta durante as madrugadas para poder acasalar. As outras duas reportagens dão espaço ao projeto Novas Árvores Por Aí e a campanha para despoluir o céu. O programa da TV Cultura vai ao ar no domingo (13/11), às 17h30, com apresentação de Márcia Bongiovanni.
Conhecido pelo seu canto, que funciona como uma barreira sonora para delimitar o território, o sabiá-laranjeira canta mais alto, rápido e com maior repertório de notas em busca de manter bastante alimento nas áreas que ocupa, para garantir a sua sobrevivência. Ao menos é o que mostram estudos científicos. 
O biólogo Sandro Von Matter, pesquisador especializado em conservação da biodiversidade e fundador do Instituto Passarinhar, afirma que o canto também garante a conquista das fêmeas. No entanto, os sons da metrópole se misturam ao canto da ave. Por isso, elas madrugam para cantar. 
Pensando nisso, Sandro decidiu fazer um estudo para saber como os parentes das cidades do interior se comportam: “Estamos começando a desenhar um projeto, o Hora do Sabiá, para coletar informações, por exemplo, como a poluição sonora afeta toda a comunidade de aves em ambientes urbanos. Não apenas os sabiás, mas rolinhas, beija-flores, bem-te-vis e todas essas aves que habitam áreas urbanas”. 
Outro projeto ligado ao meio ambiente é o Novas Árvores Por Aí, que visa trazer a floresta para dentro da cidade de São Paulo e tornar mais agradável a vida dos moradores, semeando o verde pela capital. A ideia surgiu do publicitário Nik Sabey, que declara seu amor pela metrópole da maneira mais natural: plantando árvores. 
De uma ação solidária, a iniciativa tomou forma. E hoje, o grupo responsável pelo projeto usa as redes sociais, como o Facebook, para convidar as pessoas a plantar. Um dos mais recentes plantios organizados por Nik em parceria com outros grupos foi o da Floresta de Bolso das Araucárias, no Parque Cândido Portinari, na zona oeste.
Segundo Nik, “nesta floresta, especialmente, demos destaque para a Araucária. Ela é uma árvore que muita gente nem imagina existir em São Paulo. E, inclusive, foi a Araucária que deu nome ao bairro de Pinheiros. Isso é um dado sensacional. Criamos a floresta com cerca de sessenta mudas da planta, e esperamos que se torne um grande bosque.". 
Por fim, o programa apresenta uma matéria sobre a visão que se tem do céu nas grandes cidades, como São Paulo. Com a poluição atmosférica, o excesso de nuvens e de iluminação artificial, está cada vez mais difícil contemplar uma cena celeste. Segundo o professor Roberto Costa, pesquisador e astrônomo da USP,  o céu da capital paulista é muito mais estrelado do que parece ser.
E, de acordo com um estudo publicado recentemente por cientistas da Itália, de Israel e dos Estados Unidos, mais de 30% da população mundial não consegue contemplar o céu noturno, muito menos enxergar a via láctea. Um direito perdido por conta dessa poluição.
Para Roberto, conhecer os pontos críticos do problema é a solução: “Conhecendo os pontos críticos tem-se elementos para levar às autoridades regionais de distintos lugares do mundo e dizer que, em determinada região, há uma quantidade muito grande de luz sendo jogada fora. Não significa apagar as luzes da cidade, mas sim facilitar a visão de todos para o céu”.

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