sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Repórter Eco apresenta reportagem sobre o movimento Por Mais Parques em São Paulo

Foto jair Magri
Repórter Eco do próximo domingo (4/12) conta a história de uma das líderes do movimento Por Mais Parques em São Paulo, a professora Ana Dulce. Também são apresentadas outras duas reportagens que mostram o projeto Comida Invisível e o estudo realizado pela ONG Sos Mata Atlântica sobre a relação entre a mata e a água do rio Tietê. Com apresentação de Márcia Bongiovanni, o programa da TV Cultura vai ao ar às 17h30.

Buscando melhorar a condição de vida na cidade metropolitana de São Paulo, a professora de artes aposentada Ana Dulce Maraski, com seus mais de 80 anos, se tornou ativista do movimento Pró Parque Augusta e um símbolo da luta pela conservação de áreas verdes.
A gaúcha preparou diversos cartazes usados nas manifestações do movimento, na tentativa de impedir a construção de edifícios no terreno da Augusta. Em 2013, a Prefeitura declarou o local como espaço de utilidade pública, mas afirmou não ter dinheiro para desapropriação, com o terreno estimado em R$ 120 milhões.
O Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo aprovou a construção de três edificações de até 45 metros de altura em 40% do terreno. No entanto, há uma lei sancionada prevendo a criação do parque ocupando todo este espaço. As duas construtoras proprietárias da área querem abrir apenas o bosque para visitação.
Por isso, Ana Dulce sugeriu que houvesse a união com moradores de outras regiões da capital paulista que também lutam pela criação de áreas verdes, dando vida à Rede Novos Parques: "Meu sonho é ver essa cidade toda com seus parques protegidos. Não dá mais para destruir a natureza como estão fazendo. Quem vai ganhar? A população inteira e inclusive os próprios governantes, que às vezes não se dão conta disso, saem perdendo".
O programa também fala sobre o projeto Comida Invisível, que busca combater o desperdício de alimentos produzidos no Brasil. A criadora e advogada Daniela Leita recupera e faz novas receitas com legumes, verduras e frutas, e alerta que muitas vezes as pessoas os jogam no lixo por falta de informação ou cuidado: “No Brasil, são 50 milhões de toneladas desperdiçadas por ano. Se pegássemos todo esse alimento e levássemos para as pessoas que passam fome, não teríamos mais situação de vulnerabilidade social’’.
Foi uma visita à companhia de entrepostos e armazéns gerais de São Paulo que despertou nela o interesse pelo assunto. Foi então que a profissional criou, em 2015, o projeto socioambiental. Com alguns parceiros de ideia, voluntários na cozinha e um veículo emprestado de quem também acredita na causa, ela sai às ruas da metrópole para oferecer um cardápio preparado com comida doada por comerciantes da Ceagesp, como legumes e verduras fora do padrão na aparência, mas ainda próprios para o consumo. 
Além de nutrir as pessoas com alimentos de qualidade e que seriam descartados, Daniela oferece informação como ferramenta para a construção de um mundo sem desperdícios.
Por fim, a edição apresenta um estudo realizado pela ONG Sos Mata Atlântica, na bacia do rio Tietê, em São Paulo, que destaca a relação entre a mata e a água dos rios. Cruzando dados de dois programas que desenvolve, a pesquisa mostrou que os territórios que conservam boa parte da floresta mantêm a qualidade da água, garantindo a existência de espécies vegetais e animais e o abastecimento público. 
De acordo com a coordenadora da Rede das Águas, Malu Ribeiro: "Bacias hidrográficas que apresentam um bom índice de cobertura vegetal, ou seja, 40% ou mais de 40% tem apresentado qualidade de água boa. E bacias que tem indicadores menores, como por exemplo, menos de 20%, tem uma condição de qualidade de água ruim ou péssima"

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