terça-feira, 4 de abril de 2017

Elogiado pela crítica após participação no Festival de Berlim, ‘Como Nossos Pais’ chega aos cinemas brasileiros

Divulgação
O longa-metragem “Como Nossos Pais”, de Laís Bodanzky, que estreou mundialmente no Festival de Berlim em fevereiro último, já tem data marcada para lançamento no país: 31 de agosto. Estrelado por Maria Ribeiro, Paulo Vilhena, Sophia Valverde, Annalara Prates, Clarisse Abujamra, Jorge Mautner, Herson Capri e Cazé Peçanha, o longa recebeu críticas elogiosas nacionais e internacionais. Jay Weissberg, da Variety, comentou: “o filme é um empático retrato dos conflitos entre mães e filhas, esposas e maridos e o eterno desejo de encontrar seu próprio lugar no mundo.” Já Boyd van Hoeij, da The Hollywood Reporter, declarou: “Um trabalho impressionante, elevado por uma performance bem lapidada da atriz Maria Ribeiro.”  Além da direção, Laís Bodanzky assina o roteiro ao lado de Luiz Bolognesi. A produção é da Gullane e da Buriti Filmes, em coprodução com a Globo Filmes e a distribuição da Imovision.

Satisfeita com a repercussão de “Como Nossos Pais” em Berlim, Laís conta que se surpreendeu ao perceber que o filme é universal. “Eu achava que o questionamento que a protagonista faz, era defasado em relação à mulher europeia. Mas as questões da mulher brasileira hoje são as mesmas de várias mulheres pelo mundo e talvez tenha sido isso o motivo do sucesso do filme em Berlim”, acredita.  E completa: “A protagonista é uma mulher que já teve seus filhos e que ainda tem seus pais. Esse é um dos grandes temas do filme, a relação entre as gerações, entre mulheres, entre mãe e filha e que, claro, que não dá para falar disso sem trazer a tona o tema do relacionamento da família como um todo, no casamento, na estrutura familiar que a gente está amarrada hoje.”
A diretora espera que o público brasileiro se identifique com a complexidade dessas relações e que leve essa reflexão para dentro de casa. “Essa é uma reflexão necessária para a gente mudar um pouco o “status quo” dessa estrutura familiar tão arcaica em que a gente se encontra e que não combina mais com os pensamentos atuais, avalia."
O longa conta a história de Rosa (Maria Ribeiro), uma mulher dividida entre o cuidado com as filhas, os afazeres domésticos, a convivência com o marido e a relação conflituosa com a mãe. Em meio a tantos afazeres, ela começa a questionar a sua rotina e tentar se redescobrir.
Para o produtor Fabiano Gullane, a participação em Berlim foi importante para confirmar como  o cinema de Laís está em sintonia com os temas e as discussões contemporâneos.  “‘Como Nossos Pais’ foi bem aceito no mercado internacional e, além dos 16 países que já vendemos, temos outras ótimas negociações em andamento. O filme deve ser lançado em pelo menos 25 países pelo mundo todo e no Brasil estamos muito confiantes, especialmente pela grande parceria que a Gullane e a Buriti têm com a Globo Filmes e Imovision, que estão muito empenhados no lançamento”, adianta.

CRÍTICA DO THE HOLLYWOOD REPORTER
“Um trabalho impressionante, elevado por uma performance bem lapidada da atriz Maria Ribeiro.”
Boyd van Hoeij
CRÍTICA DO SCREENDAILY
“A relação complicada entre mãe e filha é dramaticamente rica.”
Wendy Ide
CRÍTICA DO SCREEN SEQUEL
“A atriz Maria Ribeiro se dedicou totalmente ao papel dessa mulher cheia de força e nuances, e não é muito difícil se identificar com suas lutas.”
Ingrid
CRÍTICA DA VEJA
“Como Nossos Pais tem os dois pés bem fincados no naturalismo e na discussão da sociedade hoje.”
Mariane Morisawa
CRÍTICA DO ADORO CINEMA
“A curiosidade nesse caso consiste em ver tamanha limpidez aplicada a temas complexos como a mortalidade, a identidade, o feminismo, o papel da tecnologia nos relacionamentos (...) Um sopro de modernidade.”
Bruno Carmelo
CRÍTICA DO ESTADO DE S. PAULO
“Como grande atriz, Maria expressa na tela o desejo feminino e as pressões da maternidade.”
Luiz Carlos Merten

Sinopse
Rosa é uma mulher que quer ser perfeita em todas suas obrigações: como profissional, mãe, filha, esposa e amante. Quanto mais tenta acertar, mais tem a sensação de estar errando. Filha de intelectuais dos anos 70 e mãe de duas meninas pré-adolescentes, ela se vê pressionada pelas duas gerações que exigem que ela seja engajada, moderna e onipresente, uma supermulher sem falhas nem vontades próprias. Até que em um almoço de domingo, recebe uma notícia bombástica de sua mãe. A partir desse episódio, Rosa inicia uma redescoberta de si mesma.

Ficha Técnica

Elenco: Maria Ribeiro, Clarisse Abujamra, Paulo Vilhena, Felipe Rocha, Jorge Mautner, Herson Capri, Sophia Valverde, Annalara Prates, Cazé Peçanha
Direção: Laís Bodanzky
Roteiro: Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi
Direção de Fotografia: Pedro J. Márquez
Direção de Arte: Rita Faustini
Produtores: Caio Gullane, Debora Ivanov, Fabiano Gullane, Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi
Produtor Associado: José Alvarenga Jr
Coordenação Executiva: Sonia Hamburger
Coordenação Financeira: Andréa Marcondes
Produção Executiva: Caio Gullane e Rodrigo Castellar
Produção: Gullane e Buriti Filmes
Coprodução: Globo Filmes
Distribuição no Brasil: Imovision
Vendas internacionais: Wild Bunch


A diretora
Laís Bodanzky dirigiu seu primeiro filme de longa-metragem em 2000: o aclamado “Bicho de Sete Cabeças”, que participou da Seleção Oficial de Toronto e vencedor de Melhor Filme em Biarritz, entre outros 46 prêmios nacionais e internacionais. Seu segundo longa, “Chega de Saudade” (coprodução com o Canal ARTE da França) venceu Melhor Filme em Tous Écrans Genève e outros 20 prêmios no Brasil e no exterior. A abertura de seu terceiro filme, “As Melhores Coisas do Mundo” aconteceu no Festival de Cinema de Roma. O filme ainda venceu como Melhor Filme no FICI Madrid e 19 prêmios em outros festivais. Foi lançado na Itália em 2011. Laís dirigiu um dos episódios do filme “Invisible World” para a Mostra Internacional de São Paulo, projeto que contou com nomes como Wim Wenders, Manoel de Oliveira, Atom Egoyan, entre outros. Como documentarista, dirigiu “Mulheres Olímpicas” a pedido da ESPN em 2013 e “A Guerra dos Paulistas” em 2002 para a TV Cultura. Seu primeiro trabalho documental foi realizado em 1999, “Cine Mambembe, O Cinema Descobre o Brasil” vencedor do prêmio TV Cultura no Festival É Tudo Verdade. Em 2014, codirigiu a série “Educação.doc” exibida pela Globo News e pelo Fantástico. Em 2015, dirigiu dois episódios da segunda temporada de “PSI” para a HBO. No teatro dirigiu a peça “Essa Nossa Juventude” em 2005, que foi indicada ao 18º Prêmio Shell de Teatro de São Paulo nas categorias Melhor Ator para Gustavo Machado e Melhor Cenografia para Cássio Amarante. E em 2011, dirigiu a peça “Menecma” de Bráulio Mantovani que foi indicada ao 24º Prêmio Shell de Teatro de São Paulo, na categoria Melhor Ator para Roney Facchini.

Sobre a Gullane
Fundada em 1996, a Gullane é uma produtora de conteúdo para cinema e televisão que mantém participação ativa no crescimento do audiovisual brasileiro. Sua missão é produzir temas cada vez mais relevantes para o mercado audiovisual, tendo o cinema como ferramenta de transformação social e cidadania. São mais de 40 filmes produzidos, sempre com o compromisso de unir o prestígio ao sucesso comercial. “O ano em que meus pais saíram de férias” de Cao Hamburger; “Chega de Saudade” de Laís Bodanzky; a animação “Uma história de amor e fúria” de Luiz Bolognesi; a franquia “Até que a sorte nos separe” de Roberto Santucci e os recentes “O lobo atrás da porta” de Fernando Coimbra, “Que horas ela volta?” de Anna Muylaert e “Tudo que aprendemos Juntos” de Sérgio Machado são alguns dos filmes realizados pela Gullane nos últimos anos. A qualidade técnica e artística identificada em cada produção tornou-se referência, garantindo à Gullane um espaço conceituado no mercado cinematográfico. Sua dedicação na produção é igualmente aplicada nas etapas de lançamento em festivais e no circuito comercial. Esse empenho permitiu à Gullane acumular mais de 200 prêmios em sua carreira, além de ter seus filmes nas seleções oficiais dos mais importantes festivais de cinema do mundo, como os de Cannes, Veneza e Berlim. Além das produções próprias, a Gullane amplia a carteira de projetos com parcerias importantes no Brasil e no exterior, com busca de financiamento e venda de filmes brasileiros junto ao mercado estrangeiro e com a realização de coproduções internacionais. Essas ações se refletem na ampla divulgação das obras e em uma rede formada por talentos de diversas partes do mundo. Por seu perfil empresarial, seu histórico criativo e seu expressivo volume de realizações audiovisuais, a Gullane está posicionada hoje entre as principais produtoras de conteúdo do Brasil.

Buriti Filmes
Fundada no ano de 1997 em São Paulo - Brasil, a BURITI FILMES é uma produtora de conteúdo para cinema e televisão, liderada pelos cineastas Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi. 
Realizou os filmes “Uma História de Amor e Fúria”, “As Melhores Coisas do Mundo”, “Chega de Saudade”, “Bicho de Sete Cabeças”, “Cine Mambembe”, “A Guerra dos Paulistas”, “Lutas.doc”, “Mulheres Olímpicas”, “Pare Olhe Escute”, “Educação.doc” e “Juventude Conectada”. Possui mais de 120 prêmios nacionais e internacionais. Seus filmes foram exibidos nos cinemas de 6 continentes e vendidos para televisões em mais de 30 países, incluindo Canal Plus na Espanha e França, TV Arté na França e Alemanha, RAI na Itália, HBO na América Latina e TV Globo, ESPN, Globo News, Netflix e TVs Brasil, Arte 1, Canal Futura e Curta! no Brasil.
Atualmente finaliza “O ex-pajé” - doc drama rodado na Amazônia, desenvolve o longa-metragem de animação “Viajantes do Bosque Encantando”, o longa-metragem de ficção “Pedro” e a série para TV “Guerras do Brasil.doc”.
Recentemente fez a estreia mundial do longa de ficção “Como Nossos Pais” no Festival de Berlim e prepara o seu lançamento no Brasil.
Globo Filmes
Desde 1998, a Globo Filmes já participou de mais de 200 filmes, levando ao público o que há de melhor no cinema brasileiro. Com a missão de contribuir para o fortalecimento da indústria audiovisual nacional, a filmografia contempla vários gêneros, como comédias, infantis, romances, dramas e aventuras, apostando na diversidade e em obras que valorizam a cultura brasileira. A Globo Filmes participou de alguns dos maiores sucessos de público e de crítica como 'Que Horas Ela Volta?', 'Tropa de Elite 2', ‘Minha Mãe é uma Peça 2’, 'Se Eu Fosse Você 2', '2 Filhos de Francisco', ‘O Palhaço’, ‘Getúlio’, 'Carandiru' e 'Cidade de Deus' – com quatro indicações ao Oscar. Suas atividades se baseiam em uma associação de excelência com produtores independentes e distribuidores nacionais e internacionais.
Imovision
Distribuidora presente no Brasil há 25 anos, a Imovision vem se consolidando como uma das maiores incentivadoras do melhor cinema, tendo lançado mais de 300 filmes no Brasil.
A distribuidora tem em seu catálogo realizações de consagrados diretores internacionais e nacionais, e filmes premiados nos mais prestigiados festivais de cinema do mundo, como Cannes, Veneza, Toronto e Berlim. Mantendo seu foco em títulos de qualidade, a Imovision foi a responsável por introduzir no Brasil cinematografias raras e movimentos internacionais expressivos, como o Movimento Dogma 95 e o cinema iraniano.

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