terça-feira, 23 de maio de 2017

Antonio Fagundes conta sua trajetória no Persona em Foco

Persona_Antonio Fagundes_Foto jair Magri

O ator Antonio Fagundes é o convidado do Persona em Foco desta quarta-feira (24/05). Com apresentação de Atilio Bari e roteiro de Analy Alvarez, o programa vai ao ar às 23h30.


Na atração, que tem como entrevistadores convidados o jornalista Robson Borges e o ator e produtor José Roberto Simões, Fagundes conta passagens dos seus 52 anos de carreira. Dos cerca de 125 trabalhos realizados, muitos marcaram a história do teatro, televisão e cinema.

Fagundes fala que seu primeiro espetáculo foi A Ceia dos Cardeais, de Júlio Dantas, no Colégio Rio Branco. Ficou tão empolgado com o resultado que montou um grupo de teatro no colégio e chamou Afonso Gentil para dirigi-lo, o que resultou na montagem de Os Fuzis da Senhora Carrar, de Bertolt Brecht.

O ator conta que sua estreia profissional foi no Teatro de Arena, no espetáculo Farsa com Cangaceiro, Truco e Padre, de Chico de Assis e com direção de Afonso Gentil“Foi uma fase muito rica. O Gentil me deu uma base importante para o meu fazer teatral. Nunca esqueci a herança que ele me deixou”.

No Teatro de Arena, trabalhou com artistas como Augusto Boal, Gianfrancesco Guarnieri e Paulo José e participou de montagens históricas como Arena Conta Tiradentes e A Resistível Ascensão de Arturo Ui.

Ele revela que sempre quis fazer televisão. Mas o fato não era bem visto pelos seus companheiros do Teatro de Arena, que tinham uma posição mais engajada no teatro, voltada para a análise e discussão da realidade brasileira. “Fazer televisão naquela época era quase uma afronta”, explica.

O artista relembra que sua primeira experiência na televisão foi na TV Cultura, com direção de Alfredo Mesquita, em 1969, em A Sopa. Na Tupi, trabalhou em alguns capítulos de Antônio Maria (1968). Participou ainda da primeira versão de Mulheres de Areia (1972), de Ivani Ribeiro, e interpretou o seu primeiro protagonista em O Machão, da mesma autora, inspirada na peça A Megera Domada, de Shakespeare.

Sobre sua fase na TV Cultura, conta que fez diversos teleteatros sob a batuta de diretores consagrados, dentre eles Antunes Filho e Antônio Abujamra. Também relembra o Mundo da Lua  e o É Proibido Colar. “Eu sempre gostei de trabalhar na TV Cultura. Fiz muitos teleteatros com excelentes diretores e ótimos textos. O teleteatro é importante porque dá a possibilidade de testar novos atores”.

Na TV Globo desde 1976, trabalhou em mais de 40 tramas da emissora, entre novelas, séries, minisséries e projetos especiais.

Criou personagens memoráveis que entraram para a história da televisão brasileira, como o inseguro Cacá, de Dancin' Days; Bruno Mezenga, emO Rei do Gado; e Pedro, de Carga Pesada.

Na sua trajetória teatral, Fagundes realizou um dos maiores feitos do teatro brasileiro: a Companhia Estável de Repertório (CER), que durante 10 anos produziu grandes espetáculos que conquistaram o público e a crítica, além de diversos prêmios.

No Persona em Foco, o artista explica que o primeiro espetáculo da companhia foi O Homem Elefante, de Bernard Pomerance, com direção de Paulo Autran, e que a companhia realizou 10 espetáculos, incluindo Morte Acidental de um Anarquista, de Dario Fo;  Xandú Quaresma, de Chico de Assis; e Cyrano de Bergerac, de Edmond Rostand, que lhe rendeu o Prêmio Molière de Melhor Ator. “Foi um projeto de fôlego, que contava com  36 atores, 24 técnicos e 15 pessoas no escritório. A companhia tinha um jornal que informava sobre os espetáculos. Era um movimento intenso no Teatro Cultura Artística. A companhia estaria em atividade até hoje se não fossem as politicas econômicas do país, que nos fizeram fechar as portas”, explica.

O programa conta com depoimentos de amigos e profissionais, como Suzy Rêgo, Lucia Capuani, Walter Breda, Ulysses Cruz e Afonso Gentil.

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