segunda-feira, 12 de junho de 2017

Advogado de Temer celebra vitória no TSE: "Estou muito satisfeito como advogado e como brasileiro"

Crédito/Foto: Divulgação/RedeTV!

O programa Mariana Godoy Entrevista desta sexta-feira (9) repercutiu a absolvição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da chapa Dilma-Temer em processo movido pelo PSDB, que acusava a dupla de abuso de poder político e econômico por meio de financiamento ilegal na campanha das eleições presidenciais de 2014. Para falar sobre o assunto, o advogado de defesa do presidente Michel Temer, Gustavo Bonini Guedes, participou via link direto de Brasília. Na parte musical, a atração foi a cantora e compositora Manu Gavassi, que voltou à ativa e está em uma fase de transição na carreira.
 
Para começar sua participação, o advogado Gustavo Bonini Guedes analisou o resultado do julgamento da ação contra a chapa Dilma-Temer: "A gente fez o nosso trabalho, tenho confiança na defesa que a gente fez, confio no presidente Temer e estou muito satisfeito como advogado e como brasileiro com o resultado do TSE”.
 
Ao ser questionado sobre a possibilidade de recurso no Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado do presidente Temer observou: “Veja, essa é uma pauta política, quer dizer, você perguntou do recurso. Cabe recurso ao Supremo Tribunal Federal, mas eu não vejo matéria constitucional para que um recurso extraordinário sério seja protocolado e tenha algum tipo de sucesso. Não vejo nenhuma possibilidade de procedência de um recurso junto ao Supremo Tribunal Federal”.
 
Gustavo Bonini Guedes explicou que um pedido de recurso teria que passar pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o ministro Gilmar Mendes: “Ele faz uma análise formal do recurso, avalia se tem os requisitos, sobretudo requisitos de discussão de matéria constitucional e remete isso ao Supremo. Então, passa por ele, mas é uma análise basicamente administrativa”.
 
O advogado de defesa do presidente Michel Temer respondeu à pergunta feita via rede social pelo advogado André Bicalho. O internauta questionou se Guedes acreditava ser ético que Temer tivesse sido julgado por ministros indicados por ele, referindo-se, claramente, aos ministros Admar Gonzaga Neto e Tarcísio Vieira de Carvalho Neto. Ambos votaram contra a cassação da chapa Dilma-Temer e, consequentemente, contra a cassação do presidente. À essa pergunta, Mariana Godoy adicionou outra questão e perguntou se o resultado teria sido o mesmo caso Luciana Christina Guimarães Lóssio e Henrique Neves da Silva ainda fossem ministros do TSE. O advogado de Michel Temer, então, observou: “Vamos responder essa pergunta em duas partes. Primeiro, é obrigação do presidente, pela Constituição brasileira, indicar um dos três nomes que o Supremo Tribunal Federal o envia por meio de uma lista tríplice e ele tem que escolher um dos três. Então, o fato de ter escolhido o Admar e o Tarcísio, que eram os mais antigos da lista, que eram já os ministros substitutos, mostra que o presidente respeita a tradição e respeita aqueles que têm mais experiência eleitoral”. Guedes prosseguiu: “Segunda coisa que é importante dizer é que não é o presidente que escolhe a data dessa nomeação, os ministros têm mandato, dois anos prorrogáveis por mais dois, numa nova lista, e coincidiu desse prazo ser tão recente, mas essa não é uma escolha do presidente da República.” Sobre a ética em ser julgado pelos ministros que indicou, Gustavo Bonini Guedes destacou: “É importante dizer o seguinte, já eram ministros substitutos do TSE, portanto ninguém arrisca uma biografia para fazer uma defesa ou para sustentar uma posição em que não acredita”. O advogado de defesa do presidente fez questão de defender o julgamento dos ministros indicados por Michel Temer: “Tenho convicção, inclusive pelos votos dos dois, todos pudemos acompanhar hoje o dia todo, foram votos técnicos, profundos, que avaliaram a matéria e colocaram o posicionamento, então eu não vejo nenhum impedimento técnico em relação a isso”.
 
Perguntado se o atraso no julgamento não foi 'proposital' para aguardar uma mudança na composição do TSE, Gustavo Bonini Guedes descartou essa hipótese: "Quem aventa isso não acompanhou a sessão passada, com todo o respeito. Quem decidiu pela oitiva foi o ministro Herman. A defesa, aliás, eu fui à tribuna, podem recuperar o julgamento, fui à tribuna para me colocar contra isso. Nós gostaríamos que o julgamento tivesse acontecido naquela data. Então, o ministro Herman propôs a reabertura da instrução a partir da indicação do Ministério Público, do subprocurador-geral Nicolao Dino, que hoje estava na sessão. Então assim, as defesas, e falo não só pela defesa do presidente Temer, mas também pela ex-presidente Dilma, não tiveram nenhuma participação, mas absolutamente zero nessa reabertura do prazo”.
 
Gustavo Bonini Guedes falou sobre a repercussão da absolvição da chapa Dilma-Temer levando em conta os comentários de dois senadores, Cristovam Buarque (PPS) e Ronaldo Caiado (DEM). Para o primeiro, “os juízes reconheceram o crime, mas absolveram o réu”. Já o segundo teria dito que “agora o TSE liberou geral”. Guedes rebateu: “Eu respeito muito os dois senadores, mas vou me permitir discordar, com todo o respeito. Eu ficaria preocupado se a decisão fosse contrária, na medida em que o que houve foi uma garantia, um reconhecimento da garantia do devido processo legal. O TSE não disse que vale tudo, muito pelo contrário”. O advogado comentou a recusa do TSE em aditar fatos recentes à petição inicial: “O que o TSE disse hoje foi reafirmar a sua jurisprudência”.
 
Ao ser questionado se acreditava que o PSDB e o Ministério Público entrariam com recurso contra a absolvição da chapa Dilma-Temer, o sinal de Brasília com o advogado caiu e, para dar sequência ao programa, Mariana Godoy pediu a Manu Gavassi que cantasse uma de suas músicas.
 
Antes de cantar, entretanto, a artista falou sobre seu novo álbum, ‘Manu’, e comentou a capa em que aparece nua em um bela foto artística. Questionada se o pai, o radialista Zé Luis Francisco, da rádio Jovem Pan, não ficou bravo com a imagem ousada, ela confessou: "Eu contei pra ele depois da foto”. A cantora apresentou a canção ‘Hipnose’.
 
Com a volta do sinal em Brasília, Gustavo Bonini Guedes respondeu se o jantar em que estava era de comemoração e se contava com a participação do presidente Michel Temer: “É um jantar da minha equipe do escritório”.  Ele ainda contou: “O presidente me ligou agora há pouco, está no Jaburu descansando”. Guedes considerou: “[Estou] Muito feliz, porque foi o julgamento mais importante da história da Justiça Eleitoral. Foi uma honra para mim, enquanto advogado especializado nessa área, poder acompanhar, poder participar e, felizmente, poder ter vencido ao final”.
 
Ao ser confrontado com os próximos desafios, que devem envolver as delações da JBS, Gustavo Bonini Guedes esclareceu as acusações que fez contra a conduta do procurador-geral da República Rodrigo Janot. Ele ainda comentou se o governo ‘atacará’ Janot e o relator do caso no STF, o ministro Edson Fachin: “Não são ataques, são reações a ataques que a gente sofreu ou possibilidades de ataques que a gente sofreria. Eu respeito muito o procurador-geral da República, respeito muito o Ministério Público de forma geral, então simplesmente o que eu fiz no final de semana, nós recebemos informações de que haveria movimentos da Procuradoria, como acabou havendo depois, para constranger o TSE a decidir contra o presidente Temer. Então o que eu fiz foi alertar a sociedade”.
 
O advogado do presidente Michel Temer criticou a tentativa do Ministério Público (MP) de impedir o ministro Admar Gonzaga - que trabalhou para os réus em 2010 e que foi contrário à cassação da chapa - de participar do julgamento. Para ele, foi um “grande equívoco”.
 
A repercussão negativa do julgamento nas redes sociais, de que o resultado teria feito o país dar mais um passo atrás no combate à corrupção, motivou uma resposta do advogado:  “A Lava Jato vem prestando um bom serviço ao Brasil, vem passando o Brasil a limpo, mas eu acho que é importante fazer uma divisão. Eu disse isso da tribuna e também alguns ministros disseram. Essa decisão de hoje não significa anistia, tampouco impunidade para as pessoas que foram citadas nesses fatos que não cabiam dentro da petição inicial, porque [foram] trazidos de forma intempestiva, de forma atrasada, depois do prazo que a lei indica. Essas pessoas certamente, e isso é o Ministério Público quem deve fazer e eu acredito que vai fazer, essas pessoas podem e devem ser processadas criminalmente por esses fatos que lá estão colocados. Então, o que nós temos que separar bem é o seguinte, a Constituição põe um prazo para a cassação de mandato justamente para propiciar estabilidade dos governantes. Paralelo a isso, ainda que não seja possível a cassação de mandato, mais por conta de prazo, é possível que você entre com essas ações criminais que têm, inclusive, pena de prisão. Então, do ponto de vista da impunidade, me parece que até a resposta melhor para isso é a prisão do que a cassação de mandato”.
 
Gustavo Bonini Guedes esquivou-se de responder por que motivo o presidente Michel Temer decidiu não responder as 82 perguntas a ele enviadas pela Polícia Federal: "Não vou poder te responder essa pergunta porque no início da semana pedi ao presidente Temer para que me deixasse dedicado 100% ao TSE". Apesar de dizer que não viu as perguntas, o advogado opinou que, para ele, os questionamentos “queriam apenas constranger o presidente".
 
Diante da capa da Revista Veja, que afirma que o presidente Temer teria utilizado a Agência Nacional de Inteligência (Abin) para espionar o ministro Edson Fachin, Gustavo Bonini Guedes se mostrou incrédulo: “O presidente Temer pretende combater os abusos do Ministério Público e não o Ministério Público enquanto instituição. Segundo lugar, o presidente Temer não combate a Lava Jato.” Ele seguiu falando sobre a grave acusação da Veja: “Essa situação, com todo o respeito, eu conheço o general Etchegoyen, que é o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, é um homem seríssimo e jamais autorizaria, jamais pediria que a Abin fizesse qualquer movimento em relação ao ministro Fachin. E, com todo o respeito, isso me parece muito mais uma reação àquela história divulgada pela imprensa de que o procurador-geral da República, não sei se é verdade, me parece que ele até já negou, mas que o procurador-geral da República tinha pretensão de grampear o gabinete do presidente”.
 
Instigado a citar um suposto abuso do MP, que, segundo o advogado, o presidente Temer combateria, ele falou sobre a ação movida contra o chefe do Executivo Federal: “O inquérito contra o presidente é um abuso. Como se autoriza um inquérito contra um presidente da República sem periciar um áudio? Qualquer um de nós teria o direito de ter o seu áudio periciado, antes de propor um inquérito”. Para ele, o questionário da PF enviado a Temer também é um abuso.
 
Para finalizar, Gustavo Bonini Guedes comentou a suposta existência de novas gravações envolvendo o presidente Temer, informação, segundo ele, veiculada pela ‘imprensa’.
 
Após a entrevista com o advogado do presidente Michel Temer, Manu Gavassi contou se acompanha política: “Mais ou menos, prefiro não me meter muito, acho que só está gerando frustração ultimamente na gente. Eu acho que é muito prejudicial a juventude estar se sentindo assim, eu acho que a gente tinha que estar se sentindo de outra forma, a gente tinha que estar engajado, tinha que entender disso, mas eu sinto falta até de uma educação política, na minha escola eu sentia falta, por exemplo”.
 
Ela voltou a falar sobre a capa do CD e brincou sobre como contou ao pai durante um jantar: "Pai, estou pelada na capa do meu cd, ok? Supresa-bomba.” A cantora comentou as diversas tatuagens espalhadas pelo corpo: "Eu tenho nove pequenas". Surpreendentemente, ele revelou: "Me arrependi”. Ela observou: “Eu fiz as nove tatuagens dos 18 aos 19 e agora estou tirando" Manu ainda aconselhou: "Crianças, pensem antes de tatuar".
 
Ao falar sobre o novo álbum, ela explicou: "Eu tenho 12 músicas nesse CD, que são autorais, eu escrevi, e três eu escrevi em parceria com uma amiga minha que é a Ana [Caetano], do Anavitória, e as músicas contam meio que as minhas histórias. Desde que eu comecei a compor, quando eu tinha 13, 14 anos, eu usava como forma de contar o que eu vivia”.
 
Para Manu Gavassi, as músicas atuais mostram o quanto ela mudou desde o início da carreira: “Eu sou novinha, mas comecei novinha também. E eu sinto uma mudança muito grande, até é natural, né? Ocorreram mudanças na minha vida, em mim e isso reflete na minha música e nas minhas letras”.
 
Ao falar se a mudança no visual reflete esse ‘evolução’, Manu Gavassi explicou: "Eu acho que o visual impacta muito. Muitas pessoas me conheceram quando eu era mais nova, então eu sentia que esse CD ia ser um CD de transição mesmo para mim, para a minha carreira”. A cantora revelou que, ao finalizar o trabalho, ela e sua equipe concluíram que a foto da capa deveria ser a que aparece nua e esclareceu por quê: “E uma foto forte, que me mostra madura, como estou me sentindo, me mostra segura com a minha música, com meu corpo, com meu momento de vida. Eu brinco assim, mas para mim a foto não tem nada de polêmica, eu não vejo a nudez dessa maneira, eu acho uma foto artística“.
 
Manu Gavassi falou sobre a diferença entra a turnê atual e a passada: “Como acabou mudando muito o meu som nesse novo CD, eu achei que a turnê precisava também de uma mudança. Eu sempre me senti muito confortável com um arranjo mais orgânico, banda, violão, sempre foi assim até porque eu compunhas as músicas no violão.” A cantora garantiu: “Essa turnê é diferente de tudo o que eu já fiz. Primeiro porque tem bailarinos, eu danço, que é uma coisa inédita".  Ela finalizou: “Tem todo um conteúdo visual, que a gente também fez nos telões, interludes no meio, tem também um DJ no palco junto, antes era uma banda, então está bem diferente do que eu já fiz”. Na sequência, acompanhada por dois dançarinos, Manu Gavassi apresentou a canção ‘Perigo’.
 
Depois de cantar, Manu Gavassi falou sobre sua agenda de shows e se disse muito empolgada por ir a Belo Horizonte depois de ser obrigada a cancelar o show que faria na cidade em 2016: “Infelizmente o ano passado tive que cancelar um show lá em BH, porque tive apendicite e não consegui remarcar depois”. Por esse motivo, ela decidiu que a cidade seria uma das primeiras paradas de sua turnê: “Estou muito feliz, eu amo os mineiros”. 
 
Ao ser questionada se consegue namorar com a vida profissional agitada, a artista disse que não. Manu Gavassi, entretanto, fez uma revelação surpreendente: “Não que eu tivesse pretendentes também. Também neste quesito eu não estou bem”.
 
Manu Gavassi revelou os nomes de alguns artistas brasileiros com quem gostaria de gravar: “Eu gosto muito do Nado Reis, eu gosto muito do Projota, eu gosto muito da Ludmilla, acho que ia ser super interessante essa parceria, gosto muito da Banda Uó. Então está aí, galera, falei vários porque algum tiro eu vou acertar, alguém vai topar”.
 
Entre realizar grandes shows e apresentações em lugares mais intimistas, Manu Gavassi deu sua opinião: “Eu fico menos nervosa em show grande, porque eu acho que não é tão pessoal, você não está tão perto da galera. Eu fico um pouquinho nervosa quando a galera está aqui na sua cara, você está sentindo a respiração, vendo tudo o que eles estão achando, eu acho que dá mais nervoso que show grande, mas assim, claro que são experiências diferentes, os dois são legais”.
 
Manu Gavassi contou como começou a cantar: “Comecei cantando no YouTube por insistência do meu pai”. Ela prosseguiu: “Eu achava meio mico fazer vídeo na internet”. A cantora admitiu: “Eu fiz morrendo de vergonha porque estava no colégio ainda e eu pensava que ia ser o maior mico no colégio no dia seguinte”.  No entanto, o que começou pela insistência do pai acabou fazendo com que ela pegasse gosto pela coisa: “Comecei a fazer por insistência dele e comecei a gostar, porque surpreendentemente a galera gostou dos vídeos e comentava, se identificava, teve muita visualização, e a partir daí eu conheci meu primeiro empresário”. Depois de atuar em duas novelas, ela contou que decidiu retomar a carreira musical.
 
Em um momento descontraído, Manu Gavassi recebeu uma ‘cantada’ bem humorada de um fã, que se candidatou a ‘pretendente’ da artista. A cantora brincou com a situação e finalizou sua participação no Mariana Godoy dedicando a canção ‘Antes do Fim’ ao rapaz: “Em homenagem ao meu mozão Pedro, que acabei de conhecer e vamos nos casar”.

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