segunda-feira, 1 de abril de 2019

TV Brasil recorda grandes entrevistas do programa Sem Censura

Divulgação

A partir desta segunda (1), a TV Brasil resgata entrevistas históricas que fazem parte dos mais de 30 anos do programa Sem Censura. No ar desde 1985, o mais tradicional bate-papo da televisão brasileira traz conteúdo exclusivo preservado no acervo da emissora pública com personalidades do país.


Até o dia 9, de segunda a sexta, sempre às 17h30, a produção recorda conversas descontraídas com grandes astros de diversas áreas do saber que vieram ao Sem Censura nas décadas de 1980, 1990 e 2000, desde os tempos da TV Educativa do Rio de Janeiro. Essa seleção de entrevistas antecede a volta do programa, ao vivo, com cenário e formato reformulados, que entra na programação da TV Brasil no dia 10.

Com uma hora de duração, o "Baú Sem Censura" exibe trechos dos programas originais com os comentários da equipe atual formada pela apresentadora Vera Barroso, a jornalista Katy Navarro e os produtores Bruno Barros e Carol Rocha.

Nesta segunda (1), o Sem Censura mostra entrevistas exclusivas com o jornalista William Bonner, em 1989, quando ele assumia a bancada do "Jornal da Globo"; e com o ator Tony Ramos, em 1993, ano em que o galã passou a apresentar o programa "Você Decide".

Essa primeira edição também destaca a última entrevista da atriz e cantora Rogéria, mais recentemente, em junho de 2017, que veio ao Sem Censura lançar o documentário "Divinas Divas", dirigido por Leandra Leal. Dois meses e meio após o diálogo com Vera Barroso no estúdio da TV Brasil, a saudosa artista faleceu aos 74 anos no Rio de Janeiro.

Entre os milhares de convidados que já passaram pelo programa, cerca de 900 por ano, essas edições que a TV Brasil prepara para abril recuperam conversas marcantes com a participação de outros talentos que já partiram como Cássia Eller e Bibi Ferreira.

A produção ainda relembra papos memoráreis com nomes do porte de Lima Duarte, Beth Carvalho, Miguel Falabella, Zeca Pagodinho e Maitê Proença, entre outros, todos bem mais jovens. Também mostra edições especiais com ícones da música como Maria Bethânia e Gilberto Gil.

Bate-papo com Rogéria

O "Baú Sem Censura" abre com uma homenagem à querida Rogéria. Com humor e autenticidade, Astoufo Barroso Pinto deixa a marca registrada de sua personalidade. Na conversa com Vera Barroso, fala sobre sua infância humilde e revela como se transformou em Rogéria.

A artista lembrou da sua relação com a mãe e contou que teve consciência da homossexualidade. Ela esteve no Sem Censura para divulgar o filme "Divinas Divas", mas também lembrou de diversas histórias da carreira como a época no teatro de revista e dos shows no exterior.

Conversa com Tony Ramos

O segundo bloco dessa primeira edição do "Baú Sem Censura" resgata um bate-papo com o ator Tony Ramos em 1993, quando ele estreava como apresentador do programa "Você Decide", da Rede Globo. Na ocasião ele veio ao Sem Censura e conversou com Lúcia Leme sobre as expectativas da estreia.

"Uma experiência nova e desafiadora, porque você tem que fazer no ‘Você Decide’ uma conversa clara e franca com o telespectador, mas você não pode de maneira nenhuma induzi-lo a qualquer resposta, entre o sim e o não, que o programa propõe", disse Tony.

No decorrer da conversa, ele relembrou outros apresentadores que como ele também eram atores. A paixão e o respeito pelo trabalho na telinha conduzem as reflexões de Tony Ramos que não hesitou em responder nenhuma pergunta e comentou sobre a fama de bonzinho.

Entrevista com William Bonner

Na parte final da estreia do "Baú Sem Censura", o programa da TV Brasil recorda uma edição de 1989, quando Lúcia Leme recebeu no Sem Censura o jornalista William Bonner que havia acabado de estrear no Jornal da Globo.

Durante a conversa, Bonner confessou que adorava trabalhar à noite, pois era o horário que ele rendia mais. "Eu tenho particularmente dificuldade para trabalhar de manhã. Durante a manhã eu não funciono. É terrível!", confessou o profissional então com 26 anos de idade.

O apresentador falou sobre o passado como publicitário e revelou o motivo pelo qual abandonou aquela carreira. "Eu saí da área de propaganda porque eu descobri que o código ético da publicidade tem limites muito mais abertos do que os meus estreitos limites éticos", afirmou.

Por conta dos seus princípios, Bonner afirmou que não se sentia confortável em criar anúncios para alguns produtos. "Quando eu me vi confrontado com a obrigação de fazer um anúncio de um produto dizendo que ele não era nocivo ao consumidor e de fato ele era, eu achei que era a hora de pular fora do mercado", concluiu.

Questionado sobre a nova geração de apresentadores-editores que a TV Globo estava implementando naquela época e se diferenciava dos apresentadores mais antigos, que eram somente locutores, Bonner disse que era algo muito positivo.

"Os profissionais mais experientes são os melhores apresentadores da TV brasileira e eles têm lugar garantido enquanto eles quiserem. Mas ao mesmo tempo é enriquecedor para a televisão poder contar com profissionais que estão começando agora, dividindo os mesmos telejornais, porque eles têm muito fôlego e querem ‘se segurar’ na TV. Isso para os programas jornalísticos é fundamental".

Bonner também falou sobre o seu estilo de apresentação e disse que sua escola foi o rádio. "Tem uma regra básica do mercado que é a seguinte: se eu tentar imitar o Sérgio Chapelin, eu caio num ridículo… Nesse mercado só sobrevive o profissional que desenvolve para si um estilo próprio e que marca esse estilo", defendeu.

Serviço
Sem Censura - "Baú Sem Censura" - segunda a sexta-feira, de 1/4 a 9/4, às 17h30h, na TV Brasil

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