quinta-feira, 6 de junho de 2019

A ‘modernidade líquida’ de Zygmunt Bauman é tema de episódio de ‘Incertezas Críticas’

Zygmunt Bauman é sociólogo e filósofo, autor de “Modernidade Líquida” - Divulgação

Autor de mais de 35 livros, o sociólogo e filósofo polonês Zygmunt Bauman é o protagonista do próximo episódio de “Incertezas Críticas”, produzido pela Grifa Filmes e exibido pelo canal Curta!. Bauman apresentou suas reflexões sobre o mundo contemporâneo em entrevista concedida em sua casa, exclusivamente para a série, em 2012, cinco anos antes de sua morte. Ele inicia a conversa falando sobre a divórcio entre política e poder, uma vez que o capital internacional, que não conhece fronteiras territoriais, detém este último, limitando a capacidade de atuação dos governos nacionais. Bauman define poder como “a capacidade de realizar as coisas”, e a política como “a capacidade de decidir quais coisas serão realizadas”. 

Num mundo em que as pessoas mudam de emprego com frequência, o filósofo comenta que é impossível ter o que Jean-Paul Sartre chamava de um “projeto de vida”. Ele cita o uso das redes sociais, nas quais as pessoas criam suas próprias realidades, como uma forma de fuga das dificuldades da vida real. Também explica a mudança no conceito que temos de utopia: “As utopias, há 50 ou 60 anos, eram sobre uma sociedade perfeita. Ter uma boa vida significava viver dentro de uma boa sociedade. Hoje, essa utopia não existe mais, ela foi privatizada. Não é em relação a uma sociedade melhor, e sim sobre indivíduos melhores dentro de uma sociedade muito ruim”. Ele, que é criador do conceito de “modernidade líquida”, comenta sobre a inconsistência das relações humanas em meio à globalização e critica o avanço de um sentimento de incerteza sobre a vida, diante da perda da estabilidade profissional e psicológica. “Incertezas Críticas” é dirigida por Daniel Augusto. A exibição é na Quinta do Pensamento, 13/06, às 23h20.
 
Documentário ‘Zélia – Memórias de Amor’ mostra a rica biografia da escritora Zélia Gattai 
 
Conhecida por muitos como a mulher do escritor Jorge Amado, com quem conviveu durante 56 anos, a também escritora Zélia Gattai tem uma história de vida rica. Nascida em São Paulo, era filha de imigrantes italianos e, na juventude, foi amiga de vários intelectuais brasileiros, como Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral. Casou-se com Jorge Amado e, com ele, viveu exilada na Europa durante o governo Vargas. Por lá, estudou Língua e Civilização Francesa na Universidade de Sorbonne e conviveu com grandes artistas e pensadores como Simone de Beauvoir, Jean-Paul Sartre, Pablo Pablo Neruda e Pablo Picasso. Mais velha e de volta ao Brasil, passou a desenvolver uma literatura de forte cunho memorialístico, destacando-se o livro “Anarquistas, Graças a Deus”, sobre sua própria família. Também usava os recursos da fotografia para contar suas histórias. Obteve reconhecimento por sua obra literária em vida, quando se tornou a sexta ocupante da cadeira 23 da Academia Brasileira de Letras. 
Sua biografia é tema do documentário “Zélia – Memórias de Amor”, dirigido por Carla Laudari, e exibido pelo Canal Curta!. O longa, produzido pela Casa do Santomé Filmes, é construído em cima de seus livros de memória, seu acervo de mais de 20 mil fotografias e suas entrevistas, entrelaçados por sua história de amor. A exibição é na Quinta do Pensamento, 13/06, às 21h20.
 
Segunda da Música – 10/06
23h20 – "Os Ímpares” (Série) – Episódio “Di Melo — Emicida e Pretinho”
Emicida cria sua versão para a música "Kilariô", do álbum de Di Melo. Já Pretinho da Serrinha transforma em samba "A vida em seus métodos diz calma", com a participação do próprio Di Melo. Ele conta as histórias do disco para Emicida e Pretinho. Diretores: Henrique Alqualo e Isis Mello. Duração: 27min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 11 de junho, terça-feira, às 03h20 e às 17h20; 12 de junho, quarta-feira, às 11h20; 13 de junho, quinta-feira, às 21h45; 16 de junho, domingo, às 12h25.
 
 
Terça das Artes – 11/06
23h – "Ensaios Contemporâneos” (Série) – Episódio “Dança contemporânea brasileira, uma trajetória”
O episódio apresenta uma trajetória histórica e conceitual da dança contemporânea brasileira, desde as reminiscências do balé clássico e da dança moderna até hoje. São abordados alguns conceitos básicos e características marcantes, como a abertura para diferentes estilos de técnicas corporais, o diálogo constante com a investigação e os diferentes modelos de companhia de dança. Vários dos pontos abordados no episódio são inspirados em um artigo fundante sobre a dança brasileira, assinado pela crítica de dança Helena Katz, intitulado “Ten Theses on Brazilian Dance”, de 2000. Além da própria Helena, costuram o episódio diversos teóricos e artistas da dança no Brasil. Diretores: Eduardo Hunter Moura e Lúcia Tupiassú. Duração: 52 min. Classificação: 16 anos. Horários alternativos: 15 de maio, quarta-feira, às 03h e às 17h; 16 de maio, quinta-feira, às 11h; 18 de maio, às 20h45; 19 de maio, às 10h50.
 
 
Quarta de Cinema – 12/06
19h30 – “Juntos” (Série) – Episódio “Somando Histórias”
Tiago e Luciana trabalham com a bioconstrução no bioma do cerrado, Rafaelle leva a experiência da permacultura para a pré-escola, Andréa regenera florestas e planta árvores com crianças, Aline e João se dedicam a projetos de agrofloresta na aldeia Guarani território Morro dos Cavalos e Dalva estimula o pensar na agricultura entre camponeses, enquanto Andrea Pesek transforma espaços urbanos antes abandonados em hortas. Histórias que se somam em um mundo em que se quer fazer a diferença e pensar junto novos caminhos.
 
 
20h - A faixa “A Vida é Curta!” traz os curtas-metragens “E o galo cantou”, “Abigail” e “A Cidade”.
E o galo cantou (Ficção)
Em uma pequena propriedade rural, Pedro quer se abrir para o mundo e conhecer coisas novas, mas ele é o filho que ficou para cuidar da terra e da família. Diretor: Daniel Calil. Duração: 22 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 13 de junho, quinta-feira, às 00h e às 14h; 14 de junho, sexta-feira, às 08h; 15 de junho, sábado, às 14h35; 16 de junho, domingo, às 01h10.
 
 
Abigail (Documentário)
Abigail Lopes une os pontos de um mapa humano que conecta indigenismo e candomblé. O avesso do inverso, uma casa aberta de memórias quase extintas. Diretoras: Isabel Penoni, Valentina Homem. Duração: 16min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 13 de junho, quinta-feira, às 00h24 e às 14h24; 14 de junho, sexta-feira, às 08h24; 15 de junho, sábado, às 15h; 16 de junho, domingo, às 01h35.
 
 
A Cidade (Documentário)
Distante de outros centros urbanos, Itapuã (RS) é uma comunidade com hábitos bem característicos. A localidade, que abrigou 1454 pessoas durante mais de 70 anos de existência, conta hoje com apenas 35 moradores, todos acima de 60 anos. Diretora: Liliana Sulzbach. Duração: 15min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 13 de junho, quinta-feira, às 00h42 e às 14h42; 14 de junho, sexta-feira, às 08h42; 15 de junho, sábado, às 15h20.
 
 
Quinta do Pensamento – 13/06
21h20 – “Zélia - Memórias de Amor” (Documentário)
Aos 32 anos, Zélia Gattai compra sua primeira câmera fotográfica durante seu exílio em Paris e começa a registrar o mundo ao lado do seu companheiro, o escritor Jorge Amado. Aos 63 anos, escreve seu primeiro livro, "Anarquistas, Graças a Deus". A obra, que conta sua infância em São Paulo no início do século XX, recebe o Prêmio Paulista de Revelação Literária, vende mais de 200 mil exemplares apenas no Brasil, é traduzida para diversos idiomas e adaptada para teatro e televisão. Sem querer pegar carona na fama do marido, Zélia opta por uma maneira particular de contar o que viu e viveu, criando uma literatura de forte cunho memorialístico. Como reconhecimento do seu talento, no dia 21 de maio de 2002, Zélia ocupa a cadeira 23 da Academia Brasileira de Letras (ABL), a mesma que pertenceu a Jorge Amado. É com base nos seus livros de memória, no seu acervo de mais de 20 mil fotografias e nas entrevistas que o documentário constrói um retrato intimista de Zélia Gattai, tendo como fio condutor a história de amor que viveu durante 56 anos com Jorge Amado, personagem principal de sua obra. Um filme poético que experimenta a relação entre cinema e memória. Diretora: Carla Laudari. Duração: 100min. Classificação: Livre. Horários Alternativos: 14 de junho, sexta-feira, às 1h20 e às 15h20; 15 de junho, sábado, às 8h10; 16 de junho, domingo, às 21h10; 17 de junho, segunda-feira, às 9h20; 08 de agosto, quinta-feira, às 22h05.


23h20 – “Incertezas Críticas” (Série) – Episódio “Zygmunt Bauman”.
O polonês Zygmunt Bauman, sociólogo autor de livros de sucesso, como “Amor Líquido”, mostra como o poder econômico reduziu a capacidade política dos governos, além de falar sobre as perspectivas de futuro para os jovens e sobre o Facebook. Diretor: Daniel Augusto. Duração: 26 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 14 de junho, sexta-feira, às 3h20 e às 17h20; 15 de junho, sábado, às 18h35; 16 de junho, domingo, às 9h20; 17 de junho, segunda-feira, às 11h20.

 
Sexta da Sociedade – 14/06
21h40 – “Mexeu com uma, mexeu com todas” (Documentário)
"Mexeu com uma, mexeu com todas" é um dos gritos de protesto das mulheres que tomaram conta das ruas no Brasil e se organizaram em redes sociais para fazer frente ao machismo e ao conservadorismo. Por meio de depoimentos de mulheres que passaram por situações de violência, o documentário revela que, apesar de conquistas legais, a mulher ainda permanece em situação de vulnerabilidade. Entre outras depoentes, estão Maria da Penha, Joanna Maranhão, Luíza Brunet e Clara Averbuck. Diretores: Sandra Werneck. Duração: 71min. Classificação: 12 anos. Horários alternativos: 15 de junho, sábado, às 01h40 e às 13h15; 17 de junho, segunda-feira, às 15h40; 18 de junho, terça-feira, às 09h40.
 
 
Sobre o Curta!
Dedicado às artes, à cultura e às humanidades, o Curta! é um canal independente que acolhe a experimentação e se orgulha de ser um parceiro dos realizadores, artistas, criadores e produtores. Com o compromisso de transmitir 12 horas por dia de programação nacional independente, o canal pauta a sua programação pelos seguintes temas: música, dança, teatro, artes visuais, arquitetura, metacinema, filosofia, literatura, história política e sociedade.
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