sexta-feira, 12 de junho de 2020

Doc narrado por Fernanda Torres revê protestos de 2013 e suas repercussões

Manifestantes em Brasília em 2013 - Divulgação

Para Francisco Bosco e Raul Mourão, o mês de junho de 2013 ainda continua ecoando na vida política brasileira. Exatos sete anos depois da efervescência daqueles dias e corroborando essa tese, o documentário “O Mês Que Não Terminou”, assinado pela dupla, estreia na TV. Após participar de diversos festivais de cinema, o longa ganha exibição no Curta!.


O filme comenta os desdobramentos de dois movimentos internacionais de 2011, o “Occupy Wall St”, em Nova York, e “Os Indignados”, em Madrid, fazendo uma ligação entre essas ações e as manifestações que ocorreram no Brasil durante junho de 2013. Segundo os diretores, essa agitação desembocou nos protestos a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2014. E também foi motor de propulsão da Operação Lava Jato e da ascensão da extrema direita no Brasil.

Para ajudar na reflexão sobre o período, os diretores convidaram ativistas, cientistas políticos, filósofos, psicanalistas e economistas, cujos relatos se costuram ao roteiro do ensaísta Francisco Bosco. A narração é de Fernanda Torres. “O Mês Que Não Terminou” é uma produção da Kromaki, viabilizada através do Fundo Setorial do Audiovisual pelo canal Curta!. A estreia é na Sexta da Sociedade, 19 de junho, às 22h.

Intolerância religiosa contra os rituais por trás do acarajé baiano é exposta em novo longa

Feito com feijão, camarão e dendê, o acarajé chegou ao Brasil como um prato místico trazido pelos africanos e ofertado em ritual religioso ao orixá Iansã, rainha dos raios, ventos e tempestades. No entanto, há alguns anos, existe um conflito entre os que desejam desvincular a feitura do acarajé de rituais afro-brasileiros e os que zelam por essas tradições. Pelas mãos do primeiro grupo, o acarajé vem sofrendo uma série de adaptações e se distanciando de seu significado original. Essa realidade é mostrada no documentário “Àkàrà, no Fogo da Intolerância”, que estreia no Curta!.

O longa, dirigido por Claudia Chávez, traz histórias de baianas de acarajé e depoimentos de personalidades sobre a intolerância praticada contra as religiões de matriz africana. O filme é uma produção da Obá Cacauê, viabilizada pelo Curta! através do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).  A estreia é na Terça das Artes, 16 de junho, às 18h.

Segunda da Música – 15/06
22h25 – “Tropicália” (Documentário)
“Tropicália" é um retrato de um dos movimentos mais marcantes na cultura brasileira, o Tropicalismo. Feito quase inteiramente com imagens de arquivo dos anos de 1967, 1968 e 1969, o documentário traz material fotográfico, sequências de filmes e programas de TV especialmente recuperados e deliciosamente embalados pela música de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Os Mutantes e Tom Zé. Um momento de descoberta e confronto no início dos anos de chumbo. Diretor: Marcelo Machado. Duração: 87min. Classificação: 14 anos. Horários alternativos: 16 de junho, terça-feira, 02h25 e 16h25; 17 de junho, quarta-feira, às 10h25; 20 de junho, sábado, às 13h; 21 de junho, domingo, 19h25.

Terça das Artes – 16/06
18h – “Àkárá, no Fogo da Intolerância” (Documentário)
“Àkàrà no fogo da intolerância” é um documentário que se une à luta contra a intolerância que atinge as religiões de matriz africana, a partir da conflitante realidade do acarajé, um dos pratos mais tradicionais da culinária popular afro-brasileira, que vem sofrendo uma série de adaptações por comerciantes que desejam desvinculá-lo de suas origens religiosas. O longa faz uma análise histórica, sob a perspectiva de quem sofre esse tipo de violência, e expõe a relação desta com o racismo estruturante instaurado na sociedade brasileira.  Diretora: Claudia Chávez. Duração: 72 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 17 de junho, quarta-feira, às 04h e às 12h; 18 de junho, quinta-feira, às 06h; 20 de junho, sábado, às 04h; 21 de junho, domingo, 15h35.

23h30 – “Matizes do Brasil” – Ep. “Vicente do Rego Monteiro”
Artista múltiplo, Vicente do Rego Monteiro foi um indianista de vanguarda, sendo considerado o primeiro modernista a se interessar pelo tema da antropofagia nas artes brasileiras. Atuando com desenvoltura como escultor, pintor, desenhista, gravurista, ilustrador, fotógrafo, poeta, figurinista, cenógrafo, dançarino, editor e professor, o pernambucano nascido na virada para o século XX é tema deste episódio de “Matizes do Brasil”. Denise Mattar, Jorge Schwartz e Clarissa Diniz são convidados a analisar algumas das obras icônicas de Rego Monteiro, ao mesmo tempo em que revelam aspectos relevantes sobre sua biografia e tecem um panorama sobre o legado e a importância dele para o cenário artístico brasileiro. Diretora: Bianca Lenti. Duração: 26 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 17 de junho, quarta-feira, às 03h30 e às 17h30; 18 de junho, quinta-feira, às 11h30; 20 de junho, sábado, às 19h10; 21 de junho, domingo, 10h10.

Quarta de Cinema – 17/06
22h25 – “Bicho de Sete Cabeças” (Ficção)
Uma viagem ao inferno manicomial. Esta é a odisseia vivida por Neto, um adolescente de classe média baixa, que leva uma vida normal até o dia em que o pai o interna em um manicômio depois de encontrar um baseado no bolso de seu casaco. Diretor: Laís Bodanzky. Duração:88 min. Classificação: 16 anos. Horários alternativos: 18 de junho, quinta-feira, 02h25 e 16h25; 19 de junho, sexta-feira, às 10h25; 21 de junho, domingo, às 14h.

Quinta do Pensamento – 18/06
18h15 – “Karingana – Licença Para Contar” - Exibição em homenagem ao aniversário da cantora Maria Bethânia, comemorado no mesmo dia.
Maria Bethânia leva seu ensaio poético a Moçambique. A intérprete apresenta trechos de obras conectadas com diferentes formas de expressão em língua portuguesa. Com depoimentos de Mia Couto, José Agualusa e de diversos escritores e críticos literários moçambicanos e angolanos, o documentário apresenta o desenvolvimento da literatura em Moçambique e Angola. Trata de temas como a importância da literatura na resistência à colonização, a conexão com idiomas nativos e tradições orais e a influência de escritores brasileiros em Angola e Moçambique. Diretora: Mônica Monteiro. Duração: 73 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 19 de junho, sexta-feira, 01h40 e 15h40; 21 de junho, domingo, às 18h05; 22 de junho, segunda-feira, às 09h40.

Sexta da Sociedade – 19/06
22h – “O mês que não terminou” (Documentário)
Análise do processo institucional e social do país desde junho de 2013 até a eleição de Bolsonaro, investigando a crise do lulismo, a operação Lava Jato, o impeachment de Dilma Rousseff e a ascensão da extrema direita. Diretores: Francisco Bosco e Raul Mourão. Duração: 107 min. Classificação: 14 anos. Horários alternativos: 20 de junho, sábado, às 2h e às 14h35; 21 de junho, domingo, às 21h; 22 de junho, segunda-feira, às 16h; 23 de junho, terça-feira, às 10h05.

Sobre o Curta!
O canal Curta! é um dos novos canais brasileiros da TV paga que mais aprovou projetos para financiamento pelo Fundo Setorial do audiovisual. Até agora foram financiados, para estreia no CURTA!, mais de 120 longas documentais e 800 episódios de 60 séries, atendendo à grade temática do canal: música, artes cênicas, metacinema, pensamento em humanidades, história política e sociedade.
O Curta! pode ser visto nos canais 56 e 556 da NET e da Claro TV, no canal 75 da Oi TV e no canal 664 da Vivo, oferecido à la carte pela operadora.

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