sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Câmera Record apresenta o segundo episódio do especial Transamazônica - A Estrada Sem Fim: 50 Anos com tecnologia 5,1 Surround

Divulgação Record TV

No segundo episódio do especial
 "Transamazônica - A Estrada Sem Fim: 50 anos", que vai ao ar neste domingo, 15/11, o Câmera Record apresenta um formato pioneiro no Jornalismo da Record TV. O documentário foi produzido com tecnologia 5.1 Surround, que distribui o áudio em 360 graus e permite que o espectador se sinta dentro da reportagem. Com este diferencial, a equipe do  Câmera Record continua na jornada de mais de dois quilômetros de estrada de terra, entre a poeira que deixa a vegetação vermelha e acidentes que impedem o avanço de carros e caminhões. Nesse trajeto desafiador, os repórteres encontram brasileiros muitas vezes desconhecidos do restante do país, carvoeiros, garimpeiros, indígenas, ativistas e garotas de programa.

Além disso, a produção preparou um site exclusivo, com um mapa interativo, em que o público pode percorrer junto com os repórteres o trajeto pela Transamazônica. O conteúdo está disponível em R7.com/transamazonica.

No podcast especial, o editor executivo Marcelo Magalhães conta mais sobre os 50 anos da rodovia a partir dos "Sons da Transamazônica". A produção traz um áudio binaural, que permite uma distribuição espacial intensa dos efeitos sonoros. O podcast está disponível no R7.com, nas redes sociais do Câmera Record e nas principais plataformas de áudio.

E no programa que vai ao ar na  televisão, a equipe encontra trabalhadores em condições extenuantes nas carvoarias clandestinas. A fumaça que sai dos fornos é sinal de uma série de irregularidades: a poluição do ar, o uso ilegal da vegetação e a exploração de mão de obra em condições análogas à escravidão. "A fumaça é cruel, ela prejudica muito o cara. E o ganho num forno desse é pouco. O cara trabalha porque não tem outro meio," diz o carvoeiro Antônio Balbino.

O Câmera Record também cruza o rio Tapajós para chegar a Itaituba-PA, a terra dos garimpos. A corrida do ouro faz o trabalho árduo se fundir à esperança de uma vida mais digna. "A fome dói. É por isso que eu vivo batalhando. Para eu não ver os meus filhos passarem o que eu já passei," desabafa o garimpeiro José Moraes da Silva, o "Bigode". 

Nas chamadas "corrutelas" -- vilas que se formam em volta dos garimpos -- há toda uma estrutura para que trabalhadores continuem a vida perto do sonhado ouro. Inclusive com prostíbulos. "Cobro 300 reais por 10 minutos. E, numa noite, consigo fazer cinco programas. Quando está bom, seis," conta uma garota de programa, que prefere não se identificar.

E mais: as disputas de terra ao longo da Transamazônica. Vamos conhecer o fazendeiro que teve o irmão assassinado por madeireiros clandestinos, a viúva de um líder na luta contra a grilagem, que também é marcada para morrer e vive há quase 20 anos com escolta policial, e os indígenas Tenharim, que tiveram a reserva cortada ao meio pela rodovia e hoje tentam se proteger da invasão de posseiros.

Câmera Record – programa premiado

Nesta semana, o Câmera Record -- representado pelo jornalista Gustavo Costa, responsável pelos projetos especiais do programa -- recebeu das mãos do rei Felipe VI o troféu do prestigiado Prêmio Internacional de Jornalismo Rei de Espanha. A reportagem premiada foi "A Besta", que mostrou a saga de centro-americanos em cima de um trem de carga rumo ao sonho de uma vida melhor nos Estados Unidos. A íntegra deste e todos os documentários do programa está disponível no Playplus.

O Câmera Record, apresentado por Marcos Hummel, vai ao ar domingo (15/11), às 23h45.

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