terça-feira, 17 de novembro de 2020

Novo estudo do Gloob aponta os efeitos da pandemia no universo infantil

Divulgação

Após oito meses do início da quarentena imposta pela pandemia do novo coronavírus, em que o mundo passou a ser dentro de casa - trabalho, escola e lazer -, como ficou o universo infantil e dos seus familiares? Para tentar responder a essas e outras questões, o Gloob, canal infantil da Globo, em parceria com o Coletivo Tsuru e Quantas, lança o estudo "Entretempos, relatos e aprendizados sobre as crianças nessa pandemia". A pesquisa foi realizada de forma online e contou com uma fase qualitativa em julho e outra quantitativa, desenvolvida ao longo de setembro. Foram entrevistadas crianças entre 6 e 11 anos e pais com filhos nessa faixa etária nas cinco regiões do país. O conteúdo na íntegra está disponível na Plataforma Gente, no link a seguir:
 https://gente.globo.com/entretempos/.

Medo, ansiedade e tristeza foram os sentimentos mais presentes entre as respostas dos pais em relação ao começo do isolamento. Já para as crianças, era como se a vida virasse um grande final de semana. E, nessa nova realidade, as telas do celular, da televisão e do computador ganharam ainda mais tempo ao longo do dia, até mesmo como forma de manter contato com o mundo externo.

Segundo o levantamento, 78% das crianças afirmam que jogam games todos os dias, enquanto que a percepção dos pais sobre a rotina dos filhos é que 76% passaram a ver mais televisão, 74% assistem mais a vídeos na internet e 73% acompanham por mais tempo a vida dos youtubers. Ainda neste contexto, 46% reduziram a prática de esportes, mas em contrapartida, os dados revelam que as brincadeiras, a leitura e o sono também ganharam mais espaço na vida das crianças durante o período de confinamento.

"Todo o ano a gente escolhe um tema e investiga algum aspecto do comportamento infantil para entender profundamente o nosso público. E nesse ano de cabeça pra baixo, como está sendo 2020, não poderíamos deixar de colocar luz nesse momento de isolamento e entender como as crianças, os pais e educadores estão elaborando essa nova realidade.Assim nasceu nosso dossiê, batizado de Entretempos, que vai percorrer os sentimentos associados a esse novo contexto. Com esse estudo, esperamos contribuir com a sociedade e com as marcas nesse entendimento e na construção de mensagens que criem conexão e inspiração. Acreditamos que o conhecimento compartilhado é capaz de gerar reflexões, transformações ou simplesmente tem o propósito de inspirar. Agora, mais do que nunca, precisamos pensar coletivamente e escolher como vamos ressignificar as nossas histórias e crescer com elas, esse é o nosso convite", explica Luciane Neno, gerente de marketing e plataformas digitais da Unidade Infantil da Globo.

A pesquisa mostra que, assim como para os adultos, esse tempo de reclusão gerou tristeza e preocupação em 57% das crianças. Quando perguntadas, 100% delas tinham total conhecimento sobre a Covid-19, seus impactos na sociedade, e demonstraram preocupação com a família, amigos, professores e também com os menos favorecidos.

Durante o isolamento as atividades nas redes sociais se tornaram uma prática constante para as crianças - 45% declararam usar perfil próprio para as postagens. E foi o TikTok, com seus desafios de dança e outras atividades interativas, que ganhou espaço - 48% das crianças disseram postar na rede. Já o Facebook e o Instagram disputam o segundo lugar com 40%. Essas duas plataformas têm adesão ainda maior, principalmente, entre os mais velhos (10 a 11 anos).

Diante desse novo mundo dentro de casa, para muitos, essa maior interação com as telas é a janela para um universo já conhecido, para o espaço que elas viviam pré-Covid-19 e que se intensificou durante o período de isolamento social. A interação com as telas preenche ou desperta: ilusão da presença ("tem alguém falando comigo"), identificação e projeção ("eu passo pelas mesmas coisas que esse youtuber"), companhia remota ("falo com os meus avós todos os dias por videochamada") e possibilidades de escolha, sem frustrações ("já assisti a todas as séries, agora pulo só para as partes que eu mais gosto").

A rotina virtual também virou realidade no ambiente escolar. Depois da fase inicial, as famílias se ajustaram, as escolas passaram a oferecer as aulas online à distância - para as turmas em que isso foi viável - e surgiu mais uma questão: quem na casa assume o papel do professor? O estudo aponta que para os pais esse foi um trabalho árduo, ainda mais dentro de casa com tantas outras tarefas, estímulos e confusões da nova realidade. Em 79% dos casos essa função foi absorvida principalmente pelas mães, além das atividades do trabalho e do cuidado da casa. Para os pequenos, essa nova experiência de dinâmica escolar ainda é confusa. Em várias entrevistas, foram relatados problemas de conexão, muita gente falando ao mesmo tempo e dificuldades de concentração. Entre as faltas, os pais apontaram a redução das atividades artísticas (30%), assim como das atividades extracurriculares (27%) o dia a dia.

"Cultura do afeto"

Depois que o momento inicial do choque com a nova realidade e de precisar reajustar toda a rotina, as famílias passaram a encarar a nova realidade sob uma outra perspectiva, como um processo de aprendizado. A possibilidade de reaprender a ficar juntos, com qualidade, é o que o estudo chamou de "Cultura do Afeto". Os laços foram revisitados com mais frequência, com tempo para o café da manhã demorado, o almoço com toda a família e um jantar especial feito em casa. 80% dos pais sentem que estão mais conectados com os filhos, 81% estão felizes com mais tempo em família e 73% disse que, no futuro, pretende alterar sua rotina para não perder o que foi conquistado. No entanto, as dificuldades também apareceram: ⅓ dos pais concorda que ficou mais difícil equilibrar as múltiplas funções.

E é na busca de viver da melhor forma esse momento entre o passado pré-covid e o futuro com a vacina, que os dados apontam para a necessidade de manter o um diálogo sincero com as crianças e ressignificar tudo que está sendo vivido. "A gente tem essa busca pela normalidade como algo que não permite uma ressignificação das coisas. A beleza das coisas é que elas se ressignificam o tempo inteiro. Não é nem um pouco normal a gente não abraçar as pessoas que a gente gosta", explica a psicóloga Larissa Gomes Ornelas Pedott, consultora durante o desenvolvimento do estudo. Nesse processo de ressignificação e de espera do futuro o importante, de acordo com os dados do estudo, é usar esse tempo para plantar sementes de afeto, curiosidade, imaginação, coletividade e empatia usando os aprendizados do recolhimento para cultivar novas realidades.

Sobre o Gloob

Um mundo de diversão para crianças, a qualquer hora e em qualquer lugar. Esse é o Gloob, mais do que um canal de TV por assinatura, uma marca multiplataforma de entretenimento que oferece programação para TV, VOD, redes sociais, games, aplicativos, streamings de música, eventos e produtos licenciados. Com DNA 100% brasileiro, investe e acredita em boas histórias, em produções nacionais e internacionais de alta qualidade nas quais a criança se reconheça como protagonista. Os canais Gloob e Gloobinho compõem a Unidade Infantil da Globo.

Sobre a Plataforma Gente

Gente tem como propósito compartilhar conhecimento baseado em pautas contemporâneas da sociedade, no comportamento do consumidor e nos hábitos dos brasileiros. Gente é a plataforma de estudos e insights sobre o consumidor brasileiro. É aberta a todos, acesse: https://gente.com.br/ .

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